terça-feira, 14 de outubro de 2008

A CRISE É TAMBEM UMA OPORTUNIDADE


O sistema financeiro internacional trouxe desesperança e lançou o mundo numa severa crise sócio-economica . O plano Paulson/Bush salvou banqueiros e especuladores , mas aprofundou os problemas e tornou a vida dos americanos ainda mais onerosa, deixando a população à revelia dos fatos. Entre as causas da crise , podemos citar a invasão do Iraque e afeganistão e o consumismo desenfreado ( motivos já citados nesse espaço como responsáveis diretos pela bancarrota da economia estadunidense). Mas a eclosao da crise deu-se, sem duvida, com as conseqüências da mega fraude imobiliária. Porem, visto nessa perspectiva, ela não foi mais q o detonador da crise , sendo este fenômeno longamente preparado desde Richard Nixon e os altos custos da AGRESSAO AO VIETNÃ , à defasagem entre a reserva de ouro e a emissão de dólares , acionando, assim, o dispositivo de uma enxurrada planetária de dólares q vem agora afogar a economia americana.

Dos dois lados do Atlântico quiseram justificar q o livre mercado e o enfraquecimento do Estado era a fórmula da prosperidade .Agora, de um dia para o outro, com a intervenção sem precedentes do Estado,visando controlar o desastre no qual , alias, ninguém acreditava, passaram a falar da necessidade de REGULAÇAO E TRANSPARENCIA.Na Alemanha, o ministro das finanças declarou o fim da supremacia financeira dos EUA, nos meios ingleses especializados profetizava-se a desintegração do modelo financeiro mundial. Os dirigentes do Banco Mundial e do fundo monetário internacional( fmi) , q procuram uma solução para a crise, prevêem um longo período de estagnação econômica e aumento da inflação, especialmente nos paises pobres.Um ataque de esquizofrenia acometeu o centro do poder no primeiro mundo, que, espantado diante do enfraquecimento econômico e do grande caos gerado, cujas proporções e conseqüências são ainda desconhecidas, não sabe como resolve-lo.

Não é para menos. Mas , nesse tempo todo, aviso é o q não faltou. Economistas de orientação marxista, e mesmo Fidel Castro, previram essa catástrofe, q os acadêmicos a serviço do establishment não quiseram ver. Bastaria o q senhor das finanças tivesse refletido sobre o grito de alarme lançado por Joseph Stiglitz ou Paul Krugman(ambos premio Nobel) no new York times.Ainda assim, o processo da crise e seu desenlace ainda estao na mão dos fundamentalistas do mercado(q são os responsáveis por ela) e cuja solução apenas repete a cobiça q a provocou.

O capitalismo mostra desde o século 19 sintomas dramáticos de sua destrutividade e do seu caráter insustentável, justificados na primeira guerra mundial e pela grande depressão de 1929: em tal medida q a ideologia liberal foi temporariamente rechaçada . Assim nasceu o NEW DEAL de Franklin Roosevelt e o intervencionismo estatal na Alemanha nazista. A era dourada, o longo e enganoso período de expansão econômica, q se prolongou desde a Segunda Guerra até a década de 70 do século 20, deu fôlego ao liberalismo, embora acentuando a exploração e opressão dos paises do terceiro mundo.

Foi na administração Reagan, recrudescendo na de Nixon, q começou o rompimento dos pactos econômicos firmados após a segunda guerra, onde começou também a florescer a política neo-liberal , caracterizada pela loucura especulativa e pelo fluxo de capital fictício, dando continuidade a este estado de coisas Clinton e George Bush, com os ‘’titulos hipotecários podres’’e seus derivados , o q levou a crise financeira internacional ao paroxismo dos dias de hoje.

A crise capitalista não é apenas financeira. É também crise de alimentos, de energia e do meio ambiente. A humanidade sofre o inicio de uma seria catástrofe.

Porem grandes mudanças econômicas e geopolíticas se aproximam quando existe espírito de cooperação e senso de direção, q podem ser agora melhor desenvolvidos.

A integração américa latina-caribe é um exemplo, e a iminente cúpula de chefes de estado em dezembro no Brasil , aventa a possibilidade nesse sentido, de um integração solidária.


ABRENÚNCIO!


texto original em alemão http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6071&lg=de

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