sexta-feira, 17 de outubro de 2008

UM JORNALISTA AMERICANO PROVA A INTERVENÇAO DOS EUA NA BOLIVIA

La paz, 12 de outubro , abn- nesse sábado , o jornalista e pesquisador americano jeremy bigwood, apresentou uma serie de provas e documentos q provam a intervenção do governo dos eua na bolívia em diversas ocasiões, com a clara intenção de desestabilizar o governo legitimo de Evo Morales.

Servindo-se de ferramentas oferecidas pelo poder econômico( hj posto em questão), o governo americano tentou desestabilizar o governo boliviano e fazer com q Evo Morales desaparecesse da cena politica, agindo através de de seu departamento de estado , a Agencia Americana para o Desenvolvimento Internacional( usaid) e do fundo nacional pela democracia( Ned).

Durante uma conferencia de imprensa , Bigwood apresentou 6 documentos obtidos , invocando a Lei pela liberdade de informação de seu pais , q provam o intervencionismo alarmante de Washington na Bolívia através da USAID , do NED e do departamento de estado.

O jornalista condena o fato de q seu pais considerava , no inicio dos anos 90, o ex dirigente cocalero ‘’como uma ameaça aos planos americanos no hemisfério sul’’

O primeiro documento apresentado pelo jornalista é uma carta da embaixada dos EUA datada de 25 de novembro de 2001 endereçada ao presidente boliviano da época , Jorge Quiroga Ramirez, q esta agora na chefia da principal força oposicionista , o Poder Democrático Social.Nesta carta , o governo americano diz q ‘’ Quiroga Ramirez não se mostra suficientemente contrario a Evo Morales’’, quando este era dirigente do comitê de coordenação das 6 federaçoes de cochabamba.

Outro documento mostrado pelo jornalista mostra q em 2004 somas de dinheiro do NED foram depositadas na Câmara da industria e comercio de Santa Cruz(CAINCO).
Com essas subvenções de cerca de 128.825 dolares , segundo Bigwood , a CAINCO realizou diversos seminários afim de desenvolver uma campanha pela defesa da população q obtivesse apoio social.

‘’Isso demonstra q o dinheiro americano foi diretamente empregado na desestabilização do governo boliviano, afim de afetar sua população e sua legislação, afirma Bigwood.

Alem disso, continua ele, a NED e a USAID deram inicio a realização de diversos fóruns sobre o tema da autonomia e da descentralização , sobretudo em Santa Cruz, onde o espírito de divisão e o separatismo é mais forte, seguido de Beni, Tarija e Pando, os 4 formam o q chamam de ‘’meia lua’’.

‘’É uma evidencia , de que através de seus organismos – especialmente a USAID- o governo americano conspirou, e continua conspirando, contra o governo boliviano’’, diz Bigwood.

Bigwood é jornalista, fotografo e repórter investigativo. Trabalhou no Times , no newsweek, news and world report , e também na imprensa escrita : village voice , caretas Del Peru e american journalism review.

Bigwood afirmou a documentação vem de fonte governamental, obtida graças a ajuda de oficiais americanos q ‘’discordam da política hostil de seu pais em relação a Bolivia’’.

http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6128&lg=fr

MACHADO DE ASSIS TRADUZIDO NA RUSSIA!

Aos bons cuidados de Vadim Kopyl, diretor do Centro Lusófono Camões, da Universidade de São-Petersburgo, foi publicado na Rússia, em São Petersburgo, um livro com 12 contos de Machado de Assis em edição bilíngüe – português e russo. Os 12 tradutores têm variados nomes. Acompanhei desde o início o lançamento e a linguagem dos referidos textos. São os seguintes os contos: O espelho, A sereníssima República, A Igreja do Diabo, A senhora do Galvão, Uma senhora, Dona Paula, Uns braços, O enfermeiro, Entre santos, A causa secreta, O caso da vara e Um apólogo. Sem dúvida é boa a escolha dos contos, que provocam a sensação dada pelo jeito de um sorriso amarelo, o que então confrange a alma do leitor diante de uma linguagem tão expressiva e com graça, ao mesmo tempo sóbria e severa. A escolha leva em conta o fogo do desejo de leitura pelo público russo da classe média e da dos trabalhadores. É evidente que grandes autores franceses como Zola ou Proust são conhecidíssimos em todo o mundo. Por outro lado, assinale-se a diferença sensível entre esses textos franceses já traduzidos para o russo e o texto de um escritor totalmente desconhecido – digamos assim. Se alguém tomar o elevador num hotel moscovita, ao sair para o corredor de acesso aos aposentos dos hóspedes logo depara com uma senhora, em geral madura, aspecto matronal, com trajes especiais de hotelaria ou seu traje comum de sempre, a guardar as chaves do quarto quando o hóspede se ausenta de seus cômodos, e é mergulhado em literatura de ficção, russa e/ ou internacional. É da tradição russa essa instituição da senhora que provê a guarda e imunidade do compartimento de hotel. Encomendas, correio e outras coisas entregues na portaria do hotel são repassadas para a guarda administradora do andar, que confraterniza e estabelece simpática camaradagem com o hóspede e está sempre a ler livros – romances. Adelto Gonçalves é doutor em literatura portuguesa pela Universidade de São Paulo. Em Portugal, apresentou dois livros fundamentais de sua autoria que o consagram como grande mestre de literatura portuguesa e brasileira, sobre Bocage e Gonzaga. Note-se que Adelto Gonçalves é brasileiro, escreveu, em Santos, obras monumentais. Estabeleceu uma verdadeira ponte de compreensão e ligação entre Brasil e Portugal, no campo da literatura luso-brasileira. Adverte que os contos de Machado de Assis, logicamente, devem ser lidos e entendidos no contexto da época em que foram escritos, e pouco dizem da sociedade moderna, na qual o Brasil entrou em grande fase de progresso, em todos os seus campos. A alma humana está lá no seu lugar, firme e inabalável. Machado de Assis foi um autêntico e pertinaz estudioso, perfeccionista mesmo, na arte de esmiuçar a alma humana, colocando para fora aquilo que o homem sempre quis esconder. O que eu chamaria de transpiração ou suor da alma humana, em suas múltiplas temperaturas. Um grande escritor – simples e profundo, com excelente redação e apresentação – tem um campo ilimitado na escolha de seus temas e de seus personagens. Sempre acreditei em Adelto Gonçalves, desde a sua primeira visita a Lisboa nos anos 80. Tímido e falando uma linguagem comum, mas completamente correta na forma e apresentação de seus textos. Sua história impressionou os portugueses, seu interesse profundo no conhecimento e esclarecimento do grande processo literário luso-brasileiro original. Esboçando a vida e o caráter humano até as últimas conseqüências, Adelto Gonçalves é um homem sério, apesar de sua leveza aparente e da simplicidade no trato com ele. Machado de Assis é por ele conhecido como o autor dos estudos da alma humana. Seu livro mais famoso, Dom Casmurro, tem como preocupação central a instabilidade emocional da mulher que a levaria a cometer adultério. Machado de Assis, assinala Adelto Gonçalves, escreveu um conto que interpreta como uma chave que abre um cofre, e que se chama D. Paula. Em Dom Casmurro, a preocupação disfarçada do autor não é discutir o adultério, mas os efeitos que esse deslize na visão da sociedade causa dentro da alma mesmo do personagem. Acho que o prefácio de Adelto Gonçalves enriquece muito o livro e certamente será bem apreciado pelo público russo, ávido de leitura das almas formadas em outras sociedades e outros países. E como não houve ainda crítica literária sobre Machado de Assis, um desconhecido naquele imenso país, certamente esse leitor de grande país do Norte que é a Rússia, muito pode aproveitar do prazer da leitura do Machado e das explicações e orientações no entendê-lo como o maior contista da língua portuguesa e grande prosador de nosso idioma, afinal o quinto idioma mais falado do mundo no quinto maior país em população. O Brasil e Portugal têm a ganhar com essa tradução de Contos de Machado de Assis para o russo.

http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6115&lg=po

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Por que se calam?

Esqueçam Guantanamo e Abu-Ghraib.São um conto de fadas diante dos calabouços espalhados pelo mundo, notadamente Europa e Israel, onde a tortura corre solta sem que alguém questione as brutalidades.E por uma razão simples. Esses calabouços são ignorados por conveniência ou por desconhecimento das entidades que lutam pelos Direitos Humanos.Cálculos oficias dos “governantes” iraquianos revelam que mais de 400 mil patriotas que lutavam contra a ocupação estrangeira, se encontram presos.Onde, eles não revelam.E ainda, de acordo com os citados “governantes”, “24 mil iraquianos se encontram sob o controle dos Estados Unidos”.E todos sabemos o significado “sob controle dos Estados Unidos”.Que a mídia silencie sobre estes fatos, até entendo, já que a mídia sempre foi conivente com os torturadores.Mas e os blogs ditos de esquerda e defensores dos direitos humanos?Por que se calam?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

"Manobras hostis"

Atentem para esta nota publicada pela mídia:

“O Pentágono confirmou hoje que cinco barcos iranianos realizaram manobras hostis contra três navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos no estreito de Ormuz”.

Perceberam a canalhice do termo “manobras hostis”?

Manobras hostis onde?

Nos Estados Unidos?

Não! Os iranianos realizaram “manobras hostis nos Estreito de Ormuz”.

E onde fica o Estreito de Ormuz?

Nos Estados Unidos?

Não!

O Estreito de Ormuz fica no Iran!

Ou seja, navios de guerra estadunidenses invadem águas iranianas e a mídia repercute que eles são recebidos com “manobras hostis”...

Invadem o país e os iranianos é que são hostis?

Se amanhã os Estados Unidos invadirem o Brasil a mídia vai querer que sejam recebidos com flores?

E ainda há quem acredita em liberdade de imprensa...

http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

Responda quem puder...

Alguém pode informar qual foi o país que, aproveitando a tal crise, abarrotou seus depósitos com barris de petróleo?

A preço de banana?

Alguém pode explicar por que a mídia não deu uma notinha sequer?


http://blogdobourdoukan.blogspot.com/

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A CRISE É TAMBEM UMA OPORTUNIDADE


O sistema financeiro internacional trouxe desesperança e lançou o mundo numa severa crise sócio-economica . O plano Paulson/Bush salvou banqueiros e especuladores , mas aprofundou os problemas e tornou a vida dos americanos ainda mais onerosa, deixando a população à revelia dos fatos. Entre as causas da crise , podemos citar a invasão do Iraque e afeganistão e o consumismo desenfreado ( motivos já citados nesse espaço como responsáveis diretos pela bancarrota da economia estadunidense). Mas a eclosao da crise deu-se, sem duvida, com as conseqüências da mega fraude imobiliária. Porem, visto nessa perspectiva, ela não foi mais q o detonador da crise , sendo este fenômeno longamente preparado desde Richard Nixon e os altos custos da AGRESSAO AO VIETNÃ , à defasagem entre a reserva de ouro e a emissão de dólares , acionando, assim, o dispositivo de uma enxurrada planetária de dólares q vem agora afogar a economia americana.

Dos dois lados do Atlântico quiseram justificar q o livre mercado e o enfraquecimento do Estado era a fórmula da prosperidade .Agora, de um dia para o outro, com a intervenção sem precedentes do Estado,visando controlar o desastre no qual , alias, ninguém acreditava, passaram a falar da necessidade de REGULAÇAO E TRANSPARENCIA.Na Alemanha, o ministro das finanças declarou o fim da supremacia financeira dos EUA, nos meios ingleses especializados profetizava-se a desintegração do modelo financeiro mundial. Os dirigentes do Banco Mundial e do fundo monetário internacional( fmi) , q procuram uma solução para a crise, prevêem um longo período de estagnação econômica e aumento da inflação, especialmente nos paises pobres.Um ataque de esquizofrenia acometeu o centro do poder no primeiro mundo, que, espantado diante do enfraquecimento econômico e do grande caos gerado, cujas proporções e conseqüências são ainda desconhecidas, não sabe como resolve-lo.

Não é para menos. Mas , nesse tempo todo, aviso é o q não faltou. Economistas de orientação marxista, e mesmo Fidel Castro, previram essa catástrofe, q os acadêmicos a serviço do establishment não quiseram ver. Bastaria o q senhor das finanças tivesse refletido sobre o grito de alarme lançado por Joseph Stiglitz ou Paul Krugman(ambos premio Nobel) no new York times.Ainda assim, o processo da crise e seu desenlace ainda estao na mão dos fundamentalistas do mercado(q são os responsáveis por ela) e cuja solução apenas repete a cobiça q a provocou.

O capitalismo mostra desde o século 19 sintomas dramáticos de sua destrutividade e do seu caráter insustentável, justificados na primeira guerra mundial e pela grande depressão de 1929: em tal medida q a ideologia liberal foi temporariamente rechaçada . Assim nasceu o NEW DEAL de Franklin Roosevelt e o intervencionismo estatal na Alemanha nazista. A era dourada, o longo e enganoso período de expansão econômica, q se prolongou desde a Segunda Guerra até a década de 70 do século 20, deu fôlego ao liberalismo, embora acentuando a exploração e opressão dos paises do terceiro mundo.

Foi na administração Reagan, recrudescendo na de Nixon, q começou o rompimento dos pactos econômicos firmados após a segunda guerra, onde começou também a florescer a política neo-liberal , caracterizada pela loucura especulativa e pelo fluxo de capital fictício, dando continuidade a este estado de coisas Clinton e George Bush, com os ‘’titulos hipotecários podres’’e seus derivados , o q levou a crise financeira internacional ao paroxismo dos dias de hoje.

A crise capitalista não é apenas financeira. É também crise de alimentos, de energia e do meio ambiente. A humanidade sofre o inicio de uma seria catástrofe.

Porem grandes mudanças econômicas e geopolíticas se aproximam quando existe espírito de cooperação e senso de direção, q podem ser agora melhor desenvolvidos.

A integração américa latina-caribe é um exemplo, e a iminente cúpula de chefes de estado em dezembro no Brasil , aventa a possibilidade nesse sentido, de um integração solidária.


ABRENÚNCIO!


texto original em alemão http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6071&lg=de

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

MOBILIZAÇAO PELA LIBERDADE DA HISTÓRIA

Nao, nao é um movimento partidario, nem uma manifestaçao de orgulho. Trata-se apenas disso:os historiadores nao querem ser ''instrumentalizados'' pelo ESTADO, pelo governo ou pela justiça , que se passam por entendedores , comprometidos com o bom funcionamento dos negocios historicos .Eles( os historiadores) nao querem mais assistir impotentes à proliferaçao de leis criminalizando o passado.Eles nao aceitam senao a lei Gayssot(1990), q nao foi feita para prejudicar mas para deter o negacionismo, o q acabou atingindo-os ao instituir uma ''concorrencia de relatos'' de vitimas , seus descendentes ou herdeiros espirituais( genocidio armenio, escravismo, colonizaçao e , no futuro, a crer nos projetos parlamentares prospostos, leis sobre o genocidio ucraniano de 1932 e sobre o genocidio na Vendeia em 1793).

A lei Gayssot criou um ''crime de contestaçao''(art.9). O q é vago, sinonimo de discussao, contradiçao, controversias, objeçao, oposiçao, protesto , bem como negaçao, foi isso q instaurou um grave precedente. Nao se espera que o Parlamento legisle acerca da verdade historica. ISSO é funçao do historiador , de procurar a verdade historica, ''sem pretender possui-la'' como lembra Jacques Julliard. A lei Gayssot foi um texto de circunstancia mas suas consequancias vao mais alem, o q f.Chandernagor sublinha resumindo-o assim: ''uma arma de dissuasao massiva para exterminar um pequeno grupo de imbecis''.

Eles ja lançaram um apelo nesse sentido ha dois anos sob o título ''LIBERDADE PARA A HISTORIA'' . Os mais reticentes entre eles( Henry Rousso e Annete Wieworka) acabam de juntar-se a eles). Mais ainda: o movimento está estabelecendo bases nos paises baixos, italia e na belgica com a associaçao ''PLETORA DE MEMORIA''. Pierre Nora, q sucedeu Rene Remond na direçao da associaçao , acaba de denunciar novamente essa tendencia q visa exigir dos historiadores q eles estabeleçam cientificamente uma aplicaçao juridica retroativa da noçao de crime contra a humanidade. Ao mesmo tempo, por ocasiao do encontro de historiadores em Blois , consagrado esse ano à Europa, a associaçao lança um novo apelo sob o titulo ''APPEL DE BLOIS'' :

'' preocupados com os riscos de uma moralizaçao retrospectiva da historia e com a censura intelectual , apelamos à mobilizaçao dos historiadores e à sabedoria dos politicos. A Historia nao deve ser escrava do presente nem deve ser escrita sob a sabatina dos relatos concorrentes . Num estado livre , ninguem tem autoridade politica de definir a verdade historica e de restringir a liberdade do historiador sob a ameaça de sançoes penais.

Aos historiadores pedimos q juntem suas forças em seus proprios paises , criando estruturas similares a nossa e , para o presente, q assinem individualmente esse apelo para colocar um ponto final no desvio das leis historicas.

Aos responsaveis politicos , pedimos q tomem consciencia de q, se devem manter a memoria coletiva , nao devem instituir , por lei e para o passado, VERDADES DE ESTADO cuja aplicaçao juridica pode acarretar consequencias para o oficio do historiador e para a liberdade intelectual em geral.
Na democracia , a liberdade para a Historia é a liberdade de todos.



originalmente postado por pierre assouline( de quem obtive permissao de traduzir e postar alguns dos seus artigos)em http://passouline.blog.lemonde.fr/.