quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

EQUADOR



MANIFESTO PARA A FORMAÇAO DE UMA REDE MUNDIAL CONTRA A DIVIDA ILEGÍTIMA


A América Latina e o Caribe continuam pagando tributos coloniais. As dívidas externas, contraidas em condições ilegítimas, ardilosas, ilegais ou corruptas impediam a soberania dos povos e os obrigavam a entregar suas riquezas. Dívidas espúrias contraidas pelas ditaduras, afim de oprimir, juntam-se a dívidas( supostos investimentos visando o desenvolvimento desses países) que, paradoxalmente, quanto mais se paga, mais elas aumentam. As dívidas nao foram contraidas pelo povo, mas contra o povo.

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Os antigos barcos canoneiros das potências que impunham empréstimos, ávidas de se tornarem credoras para manter sob controle os territórios da America Latina e Caribe após as guerras de independência, voltaram nas figuras de IV Frota, Plano Colombia, Iniciativa Merida e Comandos do Norte, porém agora através de mecanismos finaceiros muito sutis.

Essas dividas, que foram contraidas de forma ilegítima, já foram pagas diversas vezes. Obrigam a busca de investimentos e divisas e adiam perpetuamente o bem estar da populaçao. Justificam e ensejam a corrupçao e, consequentemente, a impunidade.
No dia 20 de novembro de 2008, o Equador, depois de exaustiva auditoria do caso, desobrigou-se de pagar uma dívida abusiva e ilegítima, exercendo sua soberania e direito de autogovernar-se. Num ato da maior importância histórica, o Equador se propôs a julgar os responsáveis pela contraçao dessas dividas e usá-la em nome do povo.



Diante da crise financeira e da recessão econômica provocada pela cupidez das corporações multinacionais, que agora querem fazer com que o povo pague por ela, é imprescindível estender a nível mundial a recusa definitiva do pagamento das dívidas ilegítimas.
Nós, artistas, intelectuais, e engajados em geral na luta social, comprometidos com a democracia, com a liberdade e com os processos de emancipaçao dos povos de todo mundo, apoiamos a decisão do governo equatoriano de não pagar uma dívida ilegal e estamos formando uma rede mundial contra a dívida ilegítima e os tributos coloniais, em conformidade com os movimentos já existentes nesse sentido.




Basta de tributos coloniais. Queremos e lutaremos por um
Equador e uma América Latina livres e soberanos.

Alemanha
Ulrich Brand, Dario Azzelini,
Argentina
Atilio Boron, Telma Luzzani, Carola Iñiguez, Víctor Ego Ducrot, Susana Moreira, Miguel Mirra, Guillermo Almeyra, Silvia Maldonado, Juan Wahren, Cristina Castello, Jorge Beinstein, José Seoane, Clara Algranatti, Emilio Taddei, José Luis Coraggio, Julio C. Gambina,
Bélgica
Eric Toussaint (presidente Comité por la Abolición de la Deuda del Tercer Mundo), Bernard Duterme (CETRI), Francine Mestrum
Brasil
Frei Betto, Carlos Walter Porto Gonçalves, Carlos Eduardo Martins, Marilia Guimarães, Sergio Lessa, Gustavo Erwin Kuss (Coordenação dos Movimentos Sociais-CMS-PR), Marise Ramos, Roberto Leher, Gaudencio Frigotto, Maria Luisa Mendonça (Rede Social de Justiça e Direitos Humanos), Plinio S. de Arruda Sampaio, Bernardo Mançano Fernandes, Ivete Caribé da Rocha
Canadá Paul Cliche Chile Manuel Cabieses, Colombia Francisco Beltrán, Gilberto Herrera Stella, Cecilia Ibagos Trujillo Costa Rica Gerardo Cerdas, Grito de los Excluidos/as, Cuba Gilberto Valdés, Georgina Alfonso, Yohanka Leon, Alberto Perez, Humberto
Miranda, Isabel Monal, Carlos Tablada, Ecuador Ma. del Pilar Troya, El Salvador Álvaro Darío Lara España Francisco Fernández Buey Francia Pierre Salama, Guatemala Mildred López Haití Lise-Marie Dejean, Honduras Wendy Cruz Italia
Marco Consolo (Partido de la Refundacion Comunista -Izquierda Europea), Antonio Melis,
México
Pablo González Casanova, José Luis Ceceña, Miguel Concha, Víctor Flores Olea, Raúl Álvarez Garín, Felix Hernández Gamundi, Ana Esther Ceceña, Gilberto López y Rivas, Carlos Lenkersdorf, Carlos Fazio, Héctor Díaz Polanco, Magdalena Gómez, Enrique Leff, José Francisco Gallardo, Jorge Turner, Federico Alvarez, Gudrun Lenkersdorf, Angel Guerra, Maricarmen Montes, Darío Salinas, Beatriz Stolowicz, John Saxe-Fernández, Edur Velasco, María del Rayo Ramírez, Miguel Álvarez, Comité Ejecutivo Nacional Democrático del SNTE, María Guerra, Daniel Inclán, Jose Steinsleger, Ricardo Melgar Bao, Nayar López, Rebeca Peralta, Walter Martínez, Israel Sampedro Morales (Red de Defensa de los Derechos Humanos), John Holloway, Amarela Varela, David Barkin, Aldo Rabiela, David Barrios, Rodrigo Yedra, Carolina Oropeza, Marco Velázquez, Ana Marìa Vera Smith, Aldo Díaz Lacayo, Jxel Rajchenberg, Fernando Buen Abad, Yanna Hadatty Mora, Manuel Talens, Juan Brom, Luciano Concheiro, Carlos Beas, Eduardo Andrés Sandoval, Víctor García Zapata, Catalina Eibenschutz,
Perú
Anibal Quijano, Carlos Bedoya, Javier Diez Canseco, Partido Socialista, Diana Miloslavich, Carlos Torres Arguedas, Confederación General de Trabajadores del Perú (CGTP), Pedro Córdova Del campo (CEDAL), Hernán Luis Carrasco
Portugal
Miguel Urbano
Uruguay
Eduardo Galeano, Ana Juanche, Raúl Zibechi, Anahit Aharonian, Gabriela Rodriguez, Fernando Willat, Ruben Elías, SERPAJ América Latina, Ignacio Martínez
Otros
Juan Gutiérrez Gutiérrez, Pablo Kunich, Iliana Camacho (ALAMES), Karen Lee Wald, Guillermo Molina Miranda, Tarcisio Agramonte Ordóñez, Guillermo
C. Cohen-DeGovia