quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

DE GAZA!

Day 13 of Israeli War On Gaza
Death toll 770, injured 3200 and most of them Civilians
Have a look on my story about Gaza Children!
http://news.sky.com/skynews/Home/The-Innocent-Child-Victims-of-The-...

By: Sameh A. Habeeb

Dear Editors, Journalists and Friends,
I have got three calls from anonymous persons stop blogging or I
would be killed. Yet, I would keep on this track. Some of you do
wonder how I send news in such conditions. I really suffer a lot to
send you this update due to lack of power. I go around 4 kilo meters
a day in this cruel war where I charge my laptop battery to be able to
send this work! This is very risky since shells rain down and drones
hover over me! I will keep this up.
This is a new report for the 13th day of Gaza War and the outcomes of
Israeli invasion. For more reporting, breaking news, interviews and
accounts in Gaza, you could reach me on my contact info below. Please
try both numbers below because there is a big problem in communication
resulted in Israeli power cuts.
I'm available 24 hours for media coverage in occupied Gaza. You could
reach me any time in my house. welcome to call me on this number in
the night: Landline: 0097282802825

PLEASE: FORWARD THIS EMAIL IN SIPPORT OF THE OTHER SIDE OF THE STORY!

Mob: 00972599306096
Landline: 0097282802825
E-mail: Sam_hab@hotmail.com
Sameh.habeeb@gmail.com
Skype: Gazatoday, Facebook: Sameh A. habeeb
Web: www.gazatoday.blogspot.com
Daily Photos:http://picasaweb.google.com/sameh.habeeb

Please, make sure you forward this email to those who you feel are
interested in this matter.
Day 13 of Israeli War On Gaza
Death toll 770, injured 3200 and most of them Civilians
By Sameh A. Habeeb, A Photojournalist, Humanitarian & Peace Activist
in Gaza Strip.
Deadly Outcomes of Israeli Ground Military Operation:

1-Israeli tanks move towards Abu Sha'er area, near Kosopheme area mid
of Gaza Strip.
2-An Israeli air raid in an open area in Gaza.
3-An air raid targeting the house of Mr.Sameeh El nady Middle area.
4-Shelling Deir El Balah police station.
5-An air strike targeting El Moghrarby Municipality.
6-Bombarding the house of zakout family(Al Aqsa Brigades) Beit lahia.
7-Destroying a five-storey building belonging to Mr.Merwan Akeel in Leit lahia.
8-Air raid on the central police station which was hit on the first
day of this war.
9-Destroying a five-storey building belonging to Hawari family in El
Zaitoun neighborhood .
10-Tank Shelling of Abu Haduf area in Qarara, north of khanyounis.
11-Destroying a house belonging to Bawadi family in Jabalia.
12-Destroying a house belonging to Mr.Adnan Abu Shmaisa El Sawarha
area middle area.
13-Targeting with six rockets the police station in Bani Sohaila,
south of khanyounis.
14-Destroying the house of Mr.Mohammad El Sinwar(Qasam)Al Amal
neighborhood in Khanyounis.
15-launching six rockets on the border area.
16-Targeting a house in Al Joneinah neighbourhood in Rafah.
17-Partial destroying of El Sakhra, shopping area in Gaza.
18-Destroying a house belonging to Jondia family in shojae'a-Gaza.
19-Destroying a house belonging to Al Jabri family in shojae'a.
20-Shelling a house belonging to Shamia family in Jabalia-Refugee camp.
21-Bombarding a house in Rafah-near the East cemetery.
22-An air raid on two houses belonging to Joma and Fayez El Rahal in
Bait Lahia(four casualties)
23-Targeting two women with a missile south of Qarara.
24-Air raid on a house belonging to Abu Abeer, a key leader for
Popular Resistance Committees in Al sahaba street.
25-Bombardment of Adnan Shaw's house seven casualties one child dead
immediately.
26- Artillery shelling south Jabalia.
27-An air attack on a house in Jabalia.
28-Shooting at two vans belonging to UNRWA one injured and one dead.
29-Targeting a car by three missiles-Al Nafak street Gaza.
30-Four Jehad A ctivities killed north of Gaza.
31-Killing an Israeli soldier and injuring other 13 in clashes with
resistance men.
32-Besieging a house belonging to Abu Ghanima family in which several
family members were injured.
33-An air raid on a house in Gaza-Daraj neighborhood.
34-Preventing a ambulance and paramedics from getting the dead bodies
of the people killed north of Gaza.
35-Targeting 97 houses in Rafah.The inhabitants fled to UNRWA schools.
36-Shelling Al Nour Al Mohamad mosque, a two storey building in Al
Sheikh Redwan neighborhood.
37-Air raids on orchards and farms belonging to Al Wehaidi and Al
Sorani families.
38-Preventing ambulance men to rescue injured people in Al Zaitoun
Quarter east sout of Gaza City.
39-Clashes between résistance men and the Israeli army around
kosopheme crossing for 14 hours.
40-An Israeli vehicle was destroyed by Palestinian fighters and one
Israeli solider killed.
41-Targeting a group of unarmed citizen in Khanyounis.
42-Destroying a house belonging to Abu kwaik in Al Zaitoun neighborhood.
43-An air raid in meraj street near Raffah Municipalities-many
causalities are reported .
44-Destroying two houses in Rafah belonging to keshta family.
45-Killing the citizen, Jehad Kawareh in Khanyounis.
46-The death of a physician's wife and son in El Shuef area-south Gaza.
47-Intensive artillery shelling targeting El Sha'ef area east of Gaza City.
48-Shelling the houses of civilians at Al Zahra quarter by phosphorus bombs.
49-Destroying a house belonging to Mr.Nour Baraka in Bani Sohaila Abassan.
50-UNRWA suspends its services as Israel kills one of its staff.
52-Bombings several targets east of Gaza City.
53-Palestinian paramedics and ambulances get Israeli fire.
54- Water is hardly accesses for hundreds of thousands in northern
areas and Gaza City.
55-Bread is no longer available and only 5 bakeries work out of 47.
56-Palestinian paramedics found 50 dead bodies in many destroyed
houses and open places. Thus, victims' number up to 770 persons.
57-Palestinian fighters launch around 20 rockets into Israeli civilians.
58-Gaza still plunges into deep darkness.

sábado, 13 de dezembro de 2008

O QUE ACONTECEU EM MUMBAI?

Não há duvida de que um ataque foi perpetrado em Mumbai e provocou a morte de mais de 100 pessoas. É preciso tomar cuidado com as informações fornecidas pela mídia, já que um grande número de informações vem de fontes militares e ou policiais, ou de “especialistas” desconhecidos. Muitos se perguntam o que se passou em Mumbai. Quem são os autores do atentado? De onde vêem? Qual era o objetivo? Quem são os financiadores? Quais serão as conseqüências desse atentado?

Nos últimos anos temos ouvido muito falar de todo tipo de atentado - em Nova York, Londres, Madrid, Casablanca, cujos objetivos eram pouco claros e os autores não foram encontrados ou - conforme a mídia- morreram nos atentados. Outros terroristas, por outro lado - no conflito entre Israel-palestina por ex - reivindicam seus atos, são vistos como mártires pela população, e tem posições políticas claras compartilhadas pela população.

Para apresentar questões plausíveis sobre os atentados em Mumbai, seria preciso analisar os atentados de 11 de setembro de 200, porque mais que qualquer outro atentado terrorista, os atentados de 11 de setembro, dão as pistas para decifrar vários outros atentados cometidos mundo afora. O ataque de11 de setembro fez 3000 vitimas.
E não foi o primeiro: bombas explodiram no World Trade Center já em 1993. Mas o de 11 de setembro foi apenas o pior dos EUA em 100 anos, e ainda serviu de pretexto para sérias medidas políticas e militares por parte dos EUA, Europa e outros paises, que modificaram profundamente o mundo. Por conta desses atentados, os EUA bombardearam o Afeganistão e justificaram a guerra contra o Iraque. Ao mesmo tempo os EUA começaram uma guerra contra o terrorismo cujo objetivo e duração não foram definidos. Mesmo nos EUA, foram editadas leis contrarias aos direitos individuais básicos e mesmo a constituição americana. Até nos paises europeus entraram em vigor leis que tolhem os direitos civis e tratam o individuo como um possível criminoso.

Quais as lições aprendidas com os eventos de 11 de setembro que poderiam ser úteis para o entendimento do ocorrido em Mumbai?

PRIMEIRO: desconfie da mídia.
SEGUNDO: desconfie dos políticos.
TERCEIRO: em caso de dúvida, pergunte a você mesmo “quem tira proveito desse tipo de crime”.

Muitos cidadãos americanos já assimilaram esses axiomas. Segundo pesquisas, um terço da população norte -americana- cerca de 80 milhões de pessoas - acham que o governo americano está envolvido nos atentados de 11 de setembro. Dentre essa parcela da população, estão incluídos (segundo versão oficial, NDT) antigos funcionários da administração Bush, oficiais, antigos membros do serviço secreto e milhares de universitários, cientistas, engenheiros, pilotos e mesmo celebridades do cinema. Essas suspeitas provam que apesar da propaganda desenfreada da mídia em favor do “terrorismo islâmico” e do silêncio sistemático sobre varias pesquisas feitas acerca do 11 de setembro, 80 milhões de pessoas não confiam na mídia nem nos políticos.


Não é normal que se tenha produzido tal discrepância entre a mídia e a opinião publica. Cidadãos “normais” não aceitam as teorias de uma conspiração, sobretudo quando se questiona o sistema político vigente. As razões do ceticismo crescente em relação ao 11 de setembro não são de ordem psicológica, mas repousam em fatos concretos que enumero a seguir:


1- mesmo o 11 de setembro sendo o maior massacre em massa da historia dos EUA, o governo americano se nega a realizar qualquer investigação sobre o ocorrido.

2-ninguém jamais foi acusado de cumplicidade nos atentados.

3-o governo americano permitiu que fossem destruídas peças chave na resolução do crime de 11 de setembro, sobretudo o aço das torres gêmeas e o registro de testemunhos.

4-o governo americano nunca provou o envolvimento do Afeganistão no crime de 11 de setembro.

5-o governo americano não se esforçou enormemente em capturar o suposto mentor dos ataques, Osama Bin Laden. Este não foi sequer acusado de envolvimento. O site do FBI sobre Osama Bin Laden não chega nem a mencionar os atentados.

6-o governo americano nunca provou que terroristas islâmicos estavam a bordo dos aviões.

7-é a primeira vez que edifícios com estrutura de aço desabam depois de um incêndio. Não foram duas, mas três torres que desabaram, sendo que duas desabaram cerca de uma hora após o incêndio. Grande parte dos escombros foi pulverizada durante a queda, o que só acontece com o a utilização de explosivos. Especialistas viram no desabamento das torres dez características de uma explosão controlada.


Qualquer pessoa pode verificar a existência desses indícios, através de pesquisas na mídia americana e nos textos oficiais, que podem ser consultados na internet. Nada é oriundo de especulação ou fontes secretas. Mesmo todas as fontes de informação sendo conhecidas, essas são refutadas se fossem apenas teorias conspiratórias. O medo da verdade assumiu traços patológicos. Os políticos e a grande mídia precisam se esforçar mais para esconder do povo a verdade sobre os atentados.

Há indícios de que na Grã Bretanha os serviços secretos estejam envolvidos nos atentados de 7 de julho de 2005. Eis dois desses indícios:

Não explicações para o insólito “exercício de alerta” feito em Londres na manha do atentado: uma empresa de segurança, Visor Consultants, simulou, a pedido de um cliente não identificado, um ataque terrorista que deveria ocorrer nas estações de metro onde de fato ocorreu o atentado. Foi o diretor da empresa, estupefato, quem declarou o ocorrido a BBC. Depois disso não se manifestou mais e respondeu apenas algumas perguntas dos jornalistas. A mídia alemã não se manifestou. Nenhuma investigação sobre possíveis relações entre o “exercício de alerta” e os ataques.

Os supostos autores dos ataques, quatro jovens muçulmanos, não poderiam estar no metro, já que o trem que os conduziria a Euston estava desativado. Uma eventualidade não prevista pelos investigadores. Os terroristas, portanto, chegaram atrasados em Euston, depois das explosões. Na mesma manha, segundo noticias do mesmo dia, três pessoas foram mortas pela policia nas ruas de Londres. Quem eram as vítimas? Jovens talvez? Silêncio.

Os governos organizam atentados terroristas para, em seguida, culpar seus adversários. Não é nenhuma novidade. Esse tipo de operação já aconteceu na Itália, na Bélgica, durante os anos 70, sob o nome de operação Gládio, e teve controle da Otan, tudo para desacreditar as organizações de extrema esquerda. Um exemplo desse tipo de atentado ocorreu em Bolonha. O parlamento europeu organizou uma comissão de investigação para elucidar a operação Gládio, mas os paises membros da OTAN decidiram que os documentos relativos à operação permaneceriam secretos. Essas operações são chamadas de “operações de bandeira falsa” (false flag). Uma compilação de artigos sobre esse tipo de operação pode encontrada aqui: http://www.aldeilis.net/english/index.php?option=com_content&task=category§ionid=24&id=257&Itemid=141

Mas voltando aos atentados de Mumbai, deveríamos perguntar:

- quem estaria interessado em assassinar inocentes em Mumbai? Quais conseqüências os autores esperavam desse crime?

-de onde vêm as informações sobre os atentados? De fontes confiáveis?

-quem são, realmente, os autores dos atentados? Como se chegou a identificação dos autores? Quem financiou tais ações?

- haverá julgamentos? Podemos contar com um processo justo para os supostos autores dos atentados? Os juizes se ocuparão com a verdade?

- os autores dos atentados se consideravam mártires? Receberam as honras consagradas aos mártires?

- houve alguma reivindicação plausível de autoria por parte de algum movimento político qualquer? Esse movimento existe também na sociedade civil e conta com aliados? Quem publicou a carta de reivindicação e as demais comunicações?

-os atentados foram acompanhados por alguma reivindicação política especifica? A organização que assume o ataque já fez reivindicações semelhantes?

A todo mundo interessa examinar o tratamento dado pela mídia aos ataques em Mumbai e, a partir daí, tirar conclusões políticas sobre os atentados. Isso seria positivo em vários sentidos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

EQUADOR



MANIFESTO PARA A FORMAÇAO DE UMA REDE MUNDIAL CONTRA A DIVIDA ILEGÍTIMA


A América Latina e o Caribe continuam pagando tributos coloniais. As dívidas externas, contraidas em condições ilegítimas, ardilosas, ilegais ou corruptas impediam a soberania dos povos e os obrigavam a entregar suas riquezas. Dívidas espúrias contraidas pelas ditaduras, afim de oprimir, juntam-se a dívidas( supostos investimentos visando o desenvolvimento desses países) que, paradoxalmente, quanto mais se paga, mais elas aumentam. As dívidas nao foram contraidas pelo povo, mas contra o povo.

.

Os antigos barcos canoneiros das potências que impunham empréstimos, ávidas de se tornarem credoras para manter sob controle os territórios da America Latina e Caribe após as guerras de independência, voltaram nas figuras de IV Frota, Plano Colombia, Iniciativa Merida e Comandos do Norte, porém agora através de mecanismos finaceiros muito sutis.

Essas dividas, que foram contraidas de forma ilegítima, já foram pagas diversas vezes. Obrigam a busca de investimentos e divisas e adiam perpetuamente o bem estar da populaçao. Justificam e ensejam a corrupçao e, consequentemente, a impunidade.
No dia 20 de novembro de 2008, o Equador, depois de exaustiva auditoria do caso, desobrigou-se de pagar uma dívida abusiva e ilegítima, exercendo sua soberania e direito de autogovernar-se. Num ato da maior importância histórica, o Equador se propôs a julgar os responsáveis pela contraçao dessas dividas e usá-la em nome do povo.



Diante da crise financeira e da recessão econômica provocada pela cupidez das corporações multinacionais, que agora querem fazer com que o povo pague por ela, é imprescindível estender a nível mundial a recusa definitiva do pagamento das dívidas ilegítimas.
Nós, artistas, intelectuais, e engajados em geral na luta social, comprometidos com a democracia, com a liberdade e com os processos de emancipaçao dos povos de todo mundo, apoiamos a decisão do governo equatoriano de não pagar uma dívida ilegal e estamos formando uma rede mundial contra a dívida ilegítima e os tributos coloniais, em conformidade com os movimentos já existentes nesse sentido.




Basta de tributos coloniais. Queremos e lutaremos por um
Equador e uma América Latina livres e soberanos.

Alemanha
Ulrich Brand, Dario Azzelini,
Argentina
Atilio Boron, Telma Luzzani, Carola Iñiguez, Víctor Ego Ducrot, Susana Moreira, Miguel Mirra, Guillermo Almeyra, Silvia Maldonado, Juan Wahren, Cristina Castello, Jorge Beinstein, José Seoane, Clara Algranatti, Emilio Taddei, José Luis Coraggio, Julio C. Gambina,
Bélgica
Eric Toussaint (presidente Comité por la Abolición de la Deuda del Tercer Mundo), Bernard Duterme (CETRI), Francine Mestrum
Brasil
Frei Betto, Carlos Walter Porto Gonçalves, Carlos Eduardo Martins, Marilia Guimarães, Sergio Lessa, Gustavo Erwin Kuss (Coordenação dos Movimentos Sociais-CMS-PR), Marise Ramos, Roberto Leher, Gaudencio Frigotto, Maria Luisa Mendonça (Rede Social de Justiça e Direitos Humanos), Plinio S. de Arruda Sampaio, Bernardo Mançano Fernandes, Ivete Caribé da Rocha
Canadá Paul Cliche Chile Manuel Cabieses, Colombia Francisco Beltrán, Gilberto Herrera Stella, Cecilia Ibagos Trujillo Costa Rica Gerardo Cerdas, Grito de los Excluidos/as, Cuba Gilberto Valdés, Georgina Alfonso, Yohanka Leon, Alberto Perez, Humberto
Miranda, Isabel Monal, Carlos Tablada, Ecuador Ma. del Pilar Troya, El Salvador Álvaro Darío Lara España Francisco Fernández Buey Francia Pierre Salama, Guatemala Mildred López Haití Lise-Marie Dejean, Honduras Wendy Cruz Italia
Marco Consolo (Partido de la Refundacion Comunista -Izquierda Europea), Antonio Melis,
México
Pablo González Casanova, José Luis Ceceña, Miguel Concha, Víctor Flores Olea, Raúl Álvarez Garín, Felix Hernández Gamundi, Ana Esther Ceceña, Gilberto López y Rivas, Carlos Lenkersdorf, Carlos Fazio, Héctor Díaz Polanco, Magdalena Gómez, Enrique Leff, José Francisco Gallardo, Jorge Turner, Federico Alvarez, Gudrun Lenkersdorf, Angel Guerra, Maricarmen Montes, Darío Salinas, Beatriz Stolowicz, John Saxe-Fernández, Edur Velasco, María del Rayo Ramírez, Miguel Álvarez, Comité Ejecutivo Nacional Democrático del SNTE, María Guerra, Daniel Inclán, Jose Steinsleger, Ricardo Melgar Bao, Nayar López, Rebeca Peralta, Walter Martínez, Israel Sampedro Morales (Red de Defensa de los Derechos Humanos), John Holloway, Amarela Varela, David Barkin, Aldo Rabiela, David Barrios, Rodrigo Yedra, Carolina Oropeza, Marco Velázquez, Ana Marìa Vera Smith, Aldo Díaz Lacayo, Jxel Rajchenberg, Fernando Buen Abad, Yanna Hadatty Mora, Manuel Talens, Juan Brom, Luciano Concheiro, Carlos Beas, Eduardo Andrés Sandoval, Víctor García Zapata, Catalina Eibenschutz,
Perú
Anibal Quijano, Carlos Bedoya, Javier Diez Canseco, Partido Socialista, Diana Miloslavich, Carlos Torres Arguedas, Confederación General de Trabajadores del Perú (CGTP), Pedro Córdova Del campo (CEDAL), Hernán Luis Carrasco
Portugal
Miguel Urbano
Uruguay
Eduardo Galeano, Ana Juanche, Raúl Zibechi, Anahit Aharonian, Gabriela Rodriguez, Fernando Willat, Ruben Elías, SERPAJ América Latina, Ignacio Martínez
Otros
Juan Gutiérrez Gutiérrez, Pablo Kunich, Iliana Camacho (ALAMES), Karen Lee Wald, Guillermo Molina Miranda, Tarcisio Agramonte Ordóñez, Guillermo
C. Cohen-DeGovia

terça-feira, 11 de novembro de 2008

ENTREVISTA COM VICTOR NZUZI, LIDER CAMPONÊS CONGOLÊS

VICTOR NZUZI, LÍDER CAMPONÊS DO CONGO DIZ: as guerras na Republica Democrática do Congo devem-se às riquezas que as multinacionais querem ROUBAR.

Há dois meses, a Espanha recebeu o encargo da ONU para a intervenção militar mais importante, à nível mundial, das forças de paz na República do Congo
Esta intervenção, que conta com 17 000 soldados , pretende resolver uma série de confrontos que já fizeram, até agora, ao longo de duas guerras, mais de 5 milhões de vítimas .

Contudo , surgem vozes cada vez mais fortes denunciando a verdadeira natureza de tal intervenção militar .

Victor Nzuzi, líder componês da Republica do Congo, membro do JUBILEU SUL e do VIA CAMPESINA, não esconde sua convicção quando critica o conluio entre as multinacionais e as forças militares, inclusive as da ONU.



NA Europa acredita-se que as forças de paz da onu são elementos de estabilização e pacificação de regiões em conflito. Como você vê isso em relação ao congo?

Quando a França interveio em Rwanda , após os massacres dos anos 90, através da Operação Turquesa, os militares franceses pediram ao ditador Mobutu para abrir um corredor humanitário para que a população civil pudesse escapar aos massacres da guerra de Rwanda. Desgraçadamente , atrás da população civil, vários militares armados entraram no Congo, passaram pela fronteira, e os militares franceses , sob o pretexto de os desarmar, deixou-os passar. Já no Congo, os militares de Rwanda começaram a prender a população civil em campos de refugiados.
Tudo isso se passou diante dos olhos da ONU e do Alto Comissariado para os refugiados , que deixou que tudo isso acontecesse.

Tudo isso, supostamente, com a aprovação do ditador Mobutu , que não se beneficiava mais do apoio financeiro que recebia do Ocidente durante a guerra fria. A França disse : se você aceitar os refugiados de Rwanda, nos continuaremos te ajudando’’. Foi assim que a guerra se deslocou para o Congo.

Por sua vez, Mobutu também utilizou os militares , quando enfrentou a revolução de Kabila pai.

Hoje, porem, a situação assume contornos dramáticos na Republica Democrática do Congo. Não apenas pelas milícias de Rwanda que acharam refugio no Congo, mas também por causa dos conflitos internos entre o povo do Congo mesmo.

Desde o fim do mês passado, há uma rebelião interna no exército, da qual se tornou protagonista o general Nkunda , que é alvo de um mandado internacional de prisão.

Por outro lado , há o exercito do Lord Resistance Army, uma rebelião ugandista que se refugiou no Congo. Trata-se de um exercito que mata pessoas tanto em Uganda como no Congo. Joseph Pony, o líder, também se encontra sob mandado de prisão expedido pela Corte Internacional .

Agora , a comunidade internacional pede ao Congo para desarmar os militares de Rwanda, mas não diz nada sobre os militares que entraram no Congo com o apoio da ONU. A comunidade internacional deve assumir as responsabilidades.

Essas responsabilidades ainda não foram assumidas?


Te direi sinceramente: fiquei muito surpreso quando o general espanhol Vicente Diaz foi designado para comandar a força militar da ONU no Congo. É um general que vem do Iraque. Combateu no Afeganistão e em Kosovo. Isso me preocupa porque todos nós sabemos o que aconteceu nesses paises.

Nos perguntamos se a tomada de poder pelas forças da ONU não tem por objetivo promover a divisão do Congo , encorajando Rwanda a anexar parte do país. Ou até encorajando independências como a do Kosovo.

Esse general chega num momento em que o povo do Congo se opõe às forças da ONU. Pois a população está se perguntando como , com 17 000 soldados, a ONU não consegue acabar com a guerra.


No norte, o povo do Congo vê as forças da LRA matando enquanto a ONU não faz nada. Foi por isso que a população indignada destruiu os escritórios da ONU em Dungu. Agora, vê-se com freqüência,manifestações contra as forças da ONU , como aquelas que aconteceram em Goma e em Bukavu, porque a ONU não faz nada para deter o general Nkunda.

O papel desempenhado pela ONU é muito criticado em varias instancias internacionais. Acusam mesmo os soldados da onu de violação dos direitos humanos.

Há provas de que os soldados da ONU estão envolvidos em negócios sujos e na pilhagem de riquezas do Congo. Mas dizem que são soldados paquistaneses, ou indianos, que fazem isso. E afinal, diz-se, que isso é coisa dos paises do sul, onde os europeus não de metem. Não devemos acreditar nisso.


Há uma cumplicidade internacional , estimulada por empresas multinacionais que precisam do coltan(mistura de columbita e a tantalita),do ouro , do petróleo e do gás . Tudo isso está por trás dessa guerra. O Congo possui 80% das reservas mundiais de coltan, um mineral imprescindível para a fabricação de telefones celulares , computadores e demais aparelhos de alta tecnologia.

Há relatórios da onu, de 2001 e 2003, que acusam algumas multinacionais. Mas nem uma delas foi investigada.

É verdade que temos conflitos territoriais entre africanos. Mas devemos cobrar as multinacionais que fomentam invasões e guerras para explorar minerais que eram transportados para a Europa por empresas suíças ou belgas como Sabena ou Swissair.

Nós africanos, nos perguntamos porque a ONU , que assinou tratados contra a corrupção , não persegue as multinacionais envolvidas.


Mas essa situação não ocorre apenas no Congo.

O verdadeiro motivo das guerras na Africa, não é porque os africanos adoram matar uns aos outros. São as riquezas que são monopolizadas. É preciso desestabilizar para poder pilhar as riquezas do Congo. O mesmo acontece no Sudão com o petróleo. Em Sierra Leoa , onde há diamantes, há também uma guerra. No único país da áfrica ocidental, que era rico e estável, a Costa do Marfim, também foi imposta uma guerra. Onde há riqueza, vemos que impõe-se uma guerra.


O que acontece na Bolívia não é diferente. Porque há uma revolução, um presidente indígena que tomou o poder e quer nacionalizar, então provoca-se uma desestabilização. É um estratégia internacional.

É por causa da guerra e da pobreza que ela acarreta, que os africanos não podem comprar o necessário para viver, ter acesso a saúde, habitação, vestuário, escolas para seus filhos.

Não falemos mais de generosidade da Europa. Quando os europeus e americanos gastam centenas de milhões de dólares para salvar bancos e não tem 80 milhões de dólares para gastar em saúde nos paises pobres... não falemos mais de generosidade.’’



http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6310&lg=fr

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

ENTREVISTA COM UM DISSIDENTE FRANCES FORÇADO AO EXILIO.


THIERRY MEYSSAN: ‘’se eu tivesse me curvado,, não teria sido obrigado a partir.’’

O encerramento das atividades do Reseau Voltaire e o exílio de seu presidente suscitam algumas questões. Alguns comentadores viram o fim de uma aventura; outros, ao contrario, observando que tais decisões não diminuíram a força do Reseau, tentam descobrir os motivos. Thierry Meyssan os explica nessa entrevista. Ele descreve um França sob o controle dos serviços secretos americanos , onde a opinião pública está adormecida. Segundo ele, era perigoso permanecer na França , e a ameaça que o fez deixar o pais, não tardará a cair sobre outras pessoas.

http://www.voltairenet.org/article158325.html









Voce deixou a França há um ano, em setembro de 2007. mas você não é um expatriado comum: você é conhecido no mundo todo como o precursor do movimento de contestação da versão oficial dos atentados de 11 de setembro, como líder de um movimento anti imperialista , e , em alguns paises, você é apresentado como o principal dissidente no mundo ocidental..
Por que foi forçado à exilar-se?


T.M: em dezembro de 2002 , o secretário de defesa americano, Donald Rumsfeld assinou a diretiva 3600.1 afim de desacreditar ou eliminar as personalidades francesas que se opunham a guerra global ao terrorismo. Essa lista implicava, em primeiro lugar, Jacques Chirac , depois grandes industriais, eu aparecia na lista devido ao meu trabalho sobre o 11 de setembro.

Isso foi 3 meses antes da invasão ao Iraque. Era a época da histeria antifrancesa em Washington. O serviço secreto francês informou que os assassinatos haviam sido relegados pelo pentágono ao mossad e me colocou sob proteção. Meus amigos e eu tentamos estabelecer contato com outros alvos . Um dos administradores do Reseau Voltaire , era amigo de longa data de um desses alvos. Marcamos um encontro com ele, mas ele morreu alguns dias antes do encontro, em circunstâncias muito suspeitas segundo os investigadores do caso.

O estado reagiu imediatamente. O presidente Chirac contatou por telefone o primeiro ministro israelense e o alertou de que toda ação não apenas no território francês , mas em toda a união européia , seria considerada como um ataque a França. Em todos os meus deslocamentos dentro da união européia , o serviço secreto francês acionava seus agentes locais para pedir minha proteção.

Eu já sabia quem era Nicolas Sarkozy e duvidava muito de que mudaria alguma coisa com sua eleição. Quando cheguei de viagem, para votar , no dia 6 de maio de 2007, fui detido na saída do avião em Orly. Após ter me associado com clandestinos e traficantes de toda espécie, um oficial da DST me liberou dizendo: bem vindo ao país M.Meyssan, um país que logo vai mudar, e mudar muito. A noite, Sarkozy era eleito. Alguns dias depois , estava no Champs Elysées e começava a eliminação de adversários. Durante o verão, Sarkozy foi visitar a família nos EUA. Estava acompanhado de vários colaboradores que seguiam seu avião numa avião oficial. Tiveram conversas com a administração Bush sobre uma serie de temas , importantes e não tão importantes. Fui informado de que os EUA haviam pedido que fossem tomadas providencias para me ‘’neutralizar’’com a aplicação dos decretos presidenciais americanos 13438 e 13441. No começo acreditei que os decretos fossem fundamentados no Patriotic Act e não via como pudessem aplicá-los no direito francês. Dizia a mim mesmo que os atlanticistas acabariam por inventar uma derivação jurídica e que deveria me preparar para ir embora, mas achava que levaria um bom tempo ainda. Me certifiquei de que aqueles decretos se fundamentavam no Trading with the enemy act de 1917 e seus desenvolvimentos posteriores. Em outras palavras, eu era considerado uma ameaça para a segurança dos eua . O pentágono , que pôs em cena a cláusula 5 da OTAN após os atentados de setembro , pediu ajuda de seus aliados. Logo, todos os serviços secretos dos estados membros da aliança do atlântico poderiam ser solicitados para me neutralizar. Fui informado de que se tramava qualquer coisa contra mim. Fiz as malas e dois dias depois deixei a França.
De fato, a ameaça não se limitou aos paises membros OTAN. Uma operação foi organizada contra mim em dezembro de 2007 em Caracas, que foi desfeita pela policia venezuelana. Em agosto de 2008 , tive que cancelar minha participação numa conferência internacional na Austria após ter sido avisado por um estado amigo que uma operação havia sido preparada contra mim.

Alem disso, sofreram pressões meus companheiros de luta do oriente médio, da América latina e de paises europeus. Não posso fazer uma lista sem complicar ainda mais a situação. Jurgen Cain Kulbel, foi detido na Alemanha e poderia ser novamente detido. Tecnicamente , a única acusação era a de ter linkado no seu site o Reseau Voltaire.


Você tem provas de que realmente corre perigo –como você mesmo o diz- na França e nos paises membros da otan?

Não, as listas dos eua são secretas, exceto no caso de ter tido os bens bloqueados nosEUA .Eu não os tive. Mas tenho o testemunho de vários contatos.


A França é uma democracia e é considerada o berço dos direitos humanos. Não é o Chile sob a ditadura de Pinochet . O fato de você ter deixado a França não é incompreensível, pelo menos para os franceses?


Tm: São situações diferentes. No Chile, os EUA instauraram uma ditadura militar. Na França eles colocam agentes na chefia do estado e a frente dos vários serviços de segurança. Meus concidadãos deveriam estar atentos a repressão atual que atinge , ao mesmo tempo, políticos importantes , altos funcionários e jornalistas.
A equipe de Nicolas Sarkozy se apóia em magistrados corrompidos, para paralisar seus adversários políticos e abusa de seu poder e de sua influencia para calar jornalistas que não se submetem.

Veja , para começar, o controle sobre os meios de comunicação.
Sarkozy colocou os seus aliados na direção dos meios de comunicação privados e acabou com os meios de comunicação públicos . Há um ano, os sindicatos de jornalistas pediram a ajuda da opinião publica. Afirmavam que se tornara impossível falar de Nicolas sarkozy e publicar criticas contra ele. Eles se preocupam com a possibilidade de perder a liberdade de se exprimir , estando presos por um lado pelos juizes que violam o segredo das fontes e, de outro lado, pelos patrões da imprensa diretamente ligados a presidência. Ninguém acreditou, agora é tarde. Esta tudo se fechando.

Exemplos? A equipe do presidente se apossou da TF1 onde uma de suas antigas amantes apresenta o JT. A mídia estrangeira zomba dessa situação, mas a parte da mídia francesa que faz alusão a essa situação, foi condenada pelo ‘’atentado a vida privada’’. É um desrespeito inacreditável a lei de imprensa de 1881. Agora , a corrupção e o nepotismo, quando diz respeito a equipe de Sarkozy, são temas tabus. Falar disso é ir direto pra cadeia.

Sarkozy corrompeu publicamente uma dezena de editorialistas lhes oferecendo cargos no governo. Alguns obtiveram gabinetes ministeriais , comissões, ou foram reduzidos a cortesãos , eles contribuem para o esplendor da Republica. Luis XIV detinha a nobreza deixando- a ocupado em Versailles, Sarkozy distrai os editorialistas, que deveriam analisar sua política, ocupando- os com banalidades e fazendo-os redigir relatórios que ele sequer lê.

Nisso, o casal Kouchner-Ockrent despediu da RFI e da France24 todos aqueles que resistiam a influencia dos EUA. Depois Richard Labeviere, um redator-chefe conhecido que tinha a mania terrível de dar a palavra aos anti-atlantistas , o último foi Gregoire Deniau por ter organizado um debate sobre o 11 de setembro para o qual foi convidado para a primeira parte Issa El- Ayoubi, vice –presidente do Reseau Voltaire , na segunda parte, Atmoh, porta-voz do Reopen911.

O problema não são os jornalistas. Há jornalistas notáveis na França. O problema é a mídia em si que está sob o controle e a função de contra-poder não é mais garantida.

Alem disso, quando o grande publico ouve falar de um crime implicando uma personalidade , ele consegue ver apenas um caso particular. Mas se se coloca em perspectiva todos esses casos particulares , vê-se que há uma estratégia.

Após uma queixa pessoal de Sarkozy , alguns juizes proibiram de viajar o antigo primeiro ministro , Dominique de Villepin , e o obrigaram a pagar uma caução descomunal e humilhante. Ainda que não dispondo de nenhum elemento concreto para a acusação , o advogado acaba de o condenar. O affaire Clearstream oferece a Sarkozy um meio de eliminar um rival político . É uma maquinação totalmente forjada por seu sogro, Frank Wisner, através de uma de suas organizações londrinas , Hakluyt & co. O objetivo é mandar Villepin para a prisão, para que todos vejam que não se desafia impunemente o secretario de estado americano no conselho de segurança da ONU.


Alguns magistrados fizeram uma busca na casa do antigo diretor de informações gerais, Yves Bertrand, para lhe arrancar segredos dos partidários de Chirac . Nesse mesmo dia, os documentos que foram pegos, chegaram, como que por milagre, na redações parisienses. Os semanários submissos ao poder publicaram excertos. Querem fazer com que documentos ordinários , anunciando uma hipótese, passem por relatórios definitivos , apresentado conclusões. E quiseram fazer acreditar que os RG perseguiam apenas os socialistas. É manipulação pura e simples. Sempre que se está na oposição , é necessário se proteger dessa policia política , e quando se está no poder , esforçar-se para fazer obter copias de suas contas. O poder exerce uma pressão incrível sobre os funcionários do RG para acabar com eles de uma vez. O que é absolutamente hipócrita. Pois , ao mesmo tempo, ao invés de dissolver os RG, eles o reorganizaram e incrementaram seus meios .

Ate o capitão Paul Barril , que eles colocaram na prisão para obter os segredos de Mitterand. O acusaram de ser um matador de aluguel e o maltrataram a tal ponto que ele teve que ser hospitalizado, antes de ter sido solto sob fiança. Me permita uma digressão para falar do genocídio de Rwanda. Barril se defendeu dos ataques lançados contra ele por conta do genocídio , trazendo a tona o presidente de Rwanda, Paul Kagamé. Kagamé ordenou que se fizesse um relatório sobre o envolvimento da França nesse drama histórico do genocídio de Rwanda. Ao ler o relatório, entende-se que o os oficiais superiores franceses, François Mitterrand , seu gabinete e o governo de coabitação em seu conjunto são os responsáveis pelo genocídio...exceto claro, o ministro das finanças e o porta voz do governo na época, Nicolas Sarkozy. É uma bobagem.É evidente a responsabilidade francesa , mas não há culpa coletiva. De fato é impossível compreender e julgar esse crime, que matou mais de 800.000 pessoas, sem julgar também as guerras dos grandes lagos que fizeram mais de 6 milhoes de vitimas e cujos responsáveis não estão em Paris , mas em Washington e Tel Aviv.

Agora , os atlantistas forjaram um ‘’affaire’’ contra Jacques Chirac que eles acusam de ter organizado , há dez anos , o assassinato de um jornalista que se meteu nas suas contas bancarias no exterior. O poder desenvolve meios estranhos para essa nova conspiração. Um juiz ordenou uma busca no escritório do advogado de Chirac sob condições altamente duvidosas. Mas Washington não perdoou Chirac pelo fato deste ter se oposto a invasão do Iraque e inventarão qualquer coisa para derrubá-lo.


Não digo que sejam santos, mas isso do que os acusam é grotesco e remete exclusivamente a perseguição política. Não digo que a justiça esteja podre, mas que esses ‘’affaires’’ foram confiados a juizes e advogados que foram comprados.

Quando os atlantistas não conseguem implicar alguém em pseudo-acusaçoes, eles espionam. Durante os meses de junho, julho e agosto de 2007, o escritório do Reseau Voltaire em Paris esteve sob vigilância. Todos que entravam e saiam eram fotografados . Ate a casa de Segolene Royal foi ‘’visitada’’ varias vezes pelo serviço secreto , ou seja, ilegalmente revistadas.

Após 1 de julho de 2008 , a nova direção central de informação interna deu prioridade ao arquivo EDVIGE , violando os acordos internacionais , especialmente o pacto da ONU sobre direitos civis e políticos. Esse arquivos guardam informações como origem étnica ,opiniões políticas , filosóficas ou religiosas, participação sindical , estado de saúde e orientação sexual de todos os franceses. A DCRI não se limita a isso, ela utiliza as ultimas técnicas americanas de estudo de ‘’redes sociais’’ para identificar as amizades , profissionais e politicas. Não apenas os individuos sao visados , mas o meio no qual vivem, os grupos do qual participam . Foi movida uma ação no conselho de estado pela SM, a LDH, o SAF, associações gays e sindicatos , que resultará talvez na anulação do decreto de dezembro. Nicolas Sarkozy entorpeceu a opinião publica dizendo que era necessário rever o decreto , mas não o revogou.

Um fato ocorrido no Reno revelou que, apesar das declarações apaziguantes do presidente, a policia do Reno mantem arquivos sobre a religião dos funcionário da região. É uma imperícia que revela a amplitude do trabalho de informação em curso. É improvável que estes dados sejam destruídos , ainda que o juiz administrativo assim determine. Serão simplesmente integradas ao arquivo CRISTINA e classificados ‘’segredo da defesa’’. Finalmente, serão utilizados os ex RG para constituir um arquivo para o DST, que é encarregado de contra-espionagem. Depois, por ocasião da suposta guerra contra o terror , esses dados serão transmitidos aos serviços americanos , pois CRISTINA foi concebido par ser compatível com os arquivos americanos.

Isso te espanta? Vários dados individuais foram passados para os EUA, violando as leis francesas e convenções européias . Pelo menos no que concerne a transferência bancárias internacionais e deslocamentos aéreos.

A França esta sob um a forma de regime autoritário, sob a curatela dos EUA.
Dizem que uma rã mergulhada na água morna e depois colocada na água fervente , não reage , ela adormece e morre. Os franceses se comportam da mesma forma. Toleram a destruição paulatina de sua liberdade. Passaram há muito tempo os limites do suportável e não reagem mais.

Com o apoio dos EUA, as ditaduras latino-americanas colocaram em ação , na década de 70, um sistema de perseguição de opositores chamado plano condor. Você escreveu que esse sistema foi reativado e aplicado ao mundo através da otan. A comparação não é exagerada?

Não é uma comparação . É uma constatação. E foi confirmada por relatórios oficiais do parlamento europeu e do conselho europeu. Os EUA estenderam à Europa ocidental os métodos que utilizaram há 40 anos na América latina. Um grupo de repressão já esta agindo. Centenas de pessoas já foram retiradas ilegalmente do território europeu e torturadas. J. Chirac protegeu o pais contra esses crimes. O primeiro caso identificado foi o de Mohammad As-Siddik, desaparecido em Paris no dia 13 de março, quando a França devia apresentá-lo a um tribunal da ONU. Há talvez vários outros casos semelhantes. Mais de 80 000 pessoas já passaram pelas prisões secretas da CIA e da marinha americana. 26000 atualmente estão seqüestrados.

São numerosos os exemplos de pessoas sobre as quais pairavam ameaças de assassinato e que morreram de outra forma: suicídio, ataque cardíaco, acidente... você pensa em se matar? Tem problemas de saúde? Se arrisca muito nas suas viagens?
Não padeço de depressão e não tenho qualquer tendência suicida. Fiz exames médicos e não tenho nenhuma doença que possa me matar subitamente. Tomo muito cuidado nas minhas viagens e nunca me desloco sozinho.

Quando as ameaças começaram , você foi apoiado na França? As organizações políticas o ajudaram? Outros jornalistas o defenderam?Organização nenhuma me ajudou. A maioria dos meus ‘’companheiros’’ jornalistas fugiu. Negando a tradição voltaireana da imprensa, eles se desobrigaram sob o pretexto de que não queriam se pronunciar sobre polemicas a meu respeito pois não sabiam onde isso levaria.

É a desculpa clássica dos covardes quando a liberdade está em jogo. Alguns, no entanto, me ajudaram e eu não vou denunciá-los. Assim também foi entre os políticos e militares.

E mais: aqueles que deveriam ter me defendido não o fizeram, mas pessoas comuns, que nada tinham a ver com tudo aquilo, me prestaram ajuda mantendo uma vigilância ilegal. O banco utilizado pelo Reseau Voltaire( no caso, a agencia gare de l’est du credit cooperatif) nos chamou para revelarmos o nome dos principais doadores , o que , evidentemente, não fizemos. Fechamos nossa conta e fundamos uma outra estrutura fora da zona de influencia da OTAN. Mas esse procedimento ilegal foi estendido a pessoas próximas e meus companheiros de luta. Quando um deles recebe em sua conta um deposito de mais de 500 euros , ele é chamado pelo banco para esclarecer a origem do dinheiro. Para qualquer pessoa, é sufocante , para um comerciante ou um trabalhador independente, é um atentado.

Você deixou a França porque esta sob um regime cada vez mais repressivo. Você abandonou seu pais? Abandonou o combate político?

Claro que não. Pelo contrario. Deixei a França para prosseguir na minha luta. Os EUA tentaram vários ardis contra mim: primeiro me desacreditar , depois me arruinar e corromper, e depois me eliminar. Se eu tivesse me curvado, não teria sido obrigado a partir. Fui embora porque amo a França e o ideal que ela traz em si e do qual eu sou partidário.

Minha situação parece incrível. Mas não é. Sou apenas o primeiro . Haverá outros.




Sente falta do seu pais? Deseja voltar a França?

Aqui estou entre amigos, mas a França é minha pátria. Como é possível que eu não sinta falta?



http://www.voltairenet.org/article158325.html

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

SOBRE OS SEQUESTROS NA COLOMBIA

QUEM SEQUESTRA JOVENS DE BAIRROS POBRES DA COLOMBIA? AS FARC?
NAO. QUEM SEQUESTRA ESSES JOVENS SAO AS FORÇAS ARMADAS DA COLOMBIA.POR QUE?GANHAM ALGUMA COISA COM ISSO? A RESPOSTA É SIM.

É ASSIM QUE FUNCIONA: ESSES JOVENS SAO LEVADOS PARA AS ZONAIS RURAIS ONDE SIMULA-SE UM CONFRONTO COM O EXÉRCITO.DEPOIS ESSES JOVENS SAO MORTOS E IDENTIFICADOS COM GRUPOS SUBVERSIVOS OU CRIMINOSOS COMUNS. SAO ENTERRADOS EM VALAS COMUNS E PRONTO.CLARO QUE A MIDIA NAO VAI ATRAS, SAO JOVENS POBRES ETC. JA SABEMOS O PROCEDIMENTO TODO. FICA POR ISSO MESMO. O RESTO SAO MÃES DESESPERADAS.

SEGUNDA PARTE. ONDE TUDO SE EXPLICA SEGUNDO O CONDAO DO PODER E SUAS CONSEQUENCIAS NA ''PLEBE''.
A RAZAO DESSES HOMIDICIDIOS SAO OS ESTÍMULOS E RECOMPENSAS OFERECIDOS PELO ALTO COMANDO DAS FORÇAS ARMADAS( CUJO COMANDO,ALIAS, ESTÁ NAS MAOS DO NARCO-PRESIDENTE URIBE). PARA CADA ''GUERRILHEIRO'' OU ''CRIMINOSO'' MORTO, HA RECOMPENSAS EM DINHEIRO OU NA FORMA DE DIAS NAO TRABALHADOS.É UM COMPLEMENTO PARA A RENDA DE MILITARES QUE MATAM INOCENTES POR ALGUNS TROCADOS E ALGUNS DIAS DE FOLGA.

NAO PARECE AQUILO QUE ACONTECE NAQUELE ESTADO BRASILEIRO ONDE TODO MUNDO É FELIZ E TEM UM SOTAQUE ENGRAÇADO? HOSPEDEIRO DA TV GLOBO E TAL...
MAS O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO E PORNTO( ERRO PROPOSITAL) :)

domingo, 2 de novembro de 2008

Decálogo para falar mal de Hugo Chávez

Lembrete pendurado na frente de jornalistas da mídia oligárquica:

1. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel do Estado, desqualificado e enterrado por nós há tempos.

2. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele se diz anti-imperialista e esse é um tema proibido na mídia há tempos.

3. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele funda um novo partido, quando martelamos todos os dias que todos os partidos são iguais, que são negativos, que sempre refletem interesses de grupinhos.

4. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel da política, quando todo o trabalho cotidiano da mídia é para dizer que a política é irrecuperável, que só a economia vale a pena.

5. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele vende petróleo subsidiado aos países que não podem pagar o preço do mercado - inclusive a pobres dos Estados Unidos -, o que evidentemente fere as leis do mercado, pelo qual tanto zela a midia.

6. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele é um mau exemplo para os militares, que só devem intervir na política quando seja necessário um golpe militar e nunca para defender os interesses de cada nação.

7. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele ataca a mídia privada e fortalece a mídia pública. Porque ele acabou com o analfabetismo na Venezuela, tema sobre oqual devemos calar. Porque ele vai diminuir a jornada de trabalho em 2010 para 6 horas e esse tema é odiado pelos patrões.

8. Devo falar mal de Hugo Chávez porque assim me identifico com os interesses do dono do meio em que trabalho, garanto o emprego, fortaleço os partidos e as empresas aliadas do patrão.

9. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele faz com que se volte a falar do socialismo, depois que nos deu muito trabalho tratar de enterrar esse sistema, inimigo do capitalismo, a que estamos profundamente integrados.

10. Devo falar mal de Hugo Chávez (e de Evo Morales e de Lula e de todos os nao brancos), senão eles vão querer dirigir os países, os jornais, as televisões, as empresas, o mundo. Será o nosso fim.






Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=123