O delinqüente Bush ainda vai passar para a História não apenas como o criminoso de guerra que invadiu nações soberanas para se apossar de suas riquezas.Ele será lembrado no futuro como o governante que acelerou as contradições do sistema.Na semana passada, o número de pessoas que continuavam recebendo o benefício, pago pelos Governos estaduais, aumentou em 56 mil e chegou a 3,56 milhões, o maior em cinco anos.Neste ano, a economia dos EUA já perdeu 760 mil postos de trabalho, sinal de que o país está em recessão.Alguém ainda tem dúvidas de que o sistema está apodrecendo?
bourdoukan.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
SEM PALAVRAS, ENZENSBERG.
''OUTROS MOTIVOS PELOS QUAIS OS POETAS MENTEM''
Porque o momento
em que a palavra ''felicidade''
é pronunciada
nunca é o momento feliz.
Porque o sedento nunca leva
sua sede aos lábios.
Porque a expressao ''classe operária''
nao é pronunciada pela classe operária.
Porque quem está desesperado nao diz:
''estou desesperado''
Porque orgasmo e orgasmo
nao sao a mesma coisa.
Porque quem agoniza , ao invés de afirmar:
''estou morrendo'', lança apenas um fraco gemido
que nao entendemos.
Porque sao os vivos
que sopram nos ouvidos dos mortos
as noticias ruins.
Porque as palavras chegam sempre
cedo demais ou tarde demais.
Porque é um outro,
sempre um outro,
quem fala,
e porque
aquele de quem se fala,
silencia
(HANS ENZENSBERG) na minha traduçao maomeno.
Porque o momento
em que a palavra ''felicidade''
é pronunciada
nunca é o momento feliz.
Porque o sedento nunca leva
sua sede aos lábios.
Porque a expressao ''classe operária''
nao é pronunciada pela classe operária.
Porque quem está desesperado nao diz:
''estou desesperado''
Porque orgasmo e orgasmo
nao sao a mesma coisa.
Porque quem agoniza , ao invés de afirmar:
''estou morrendo'', lança apenas um fraco gemido
que nao entendemos.
Porque sao os vivos
que sopram nos ouvidos dos mortos
as noticias ruins.
Porque as palavras chegam sempre
cedo demais ou tarde demais.
Porque é um outro,
sempre um outro,
quem fala,
e porque
aquele de quem se fala,
silencia
(HANS ENZENSBERG) na minha traduçao maomeno.
‘’O CAPITALISMO SE APROXIMA DO FIM’’
ENTREVISTA COM IMMANUEL WALLERSTEIN , pesquisador do departamento de sociologia da universidade de Yale, ex-presidente da associaçao internacional de sociologia.
Signatário do manifesto do fórum social de Porto Alegre( doze propostas para um outro mundo possível), em 2005, o sr. é considerado um dos inspiradores para o movimento ‘’altermundialista’’. O sr. fundou e dirigiu o centro Fernand-Braudel para o estudo da economia dos sistemas históricos e das civilizações da universidade de Nova York, em Binghamton. Como o sr. situa a atual crise economico-financeira no ‘’longo período’’ do capitalismo ?
I.W : Fernand-Braudel( 1902-1985) distinguia o tempo da ‘’longa duraçao’’ , onde está implicada a sucessão, na história humana, dos sistemas q determinam a relaçao do homem com seu meio material e, no interior dessas fases, o tempo dos longos ciclos conjeturais, descritos por economistas como Nicolas Kondratieff( 1882-1930)ou Joseph Schumpeter( 1883-1950). Estamos, hoje, claramente na fase B do ciclo de Kondratieff, que começou há 30-35 anos, apoós uma fase A que a foi a mais longa( de 1945 a 1975) de quinhetos anos de de sistema capitalista.
Na fase A , o lucro é gerado pela produçao material ,industrial ou outra qualquer ; na fase B, o capitalismo deve , para continuar a gerar lucro, financeirizar-se e refugiar-se na especulaçao.Depois de mais de 30 anos, as empresas, os Estados e as instiuiçoes , se endividaram exorbitantemente. Estamos hoje na ultima parte da fase B de Kondratieff, quando o declínio imininente torna-se real e as ‘’bolhas’’ estouram uma atrás da outra : as falências se multiplicam, a concentração do capital aumenta, a taxa de desemprego sobe e a economia sofre uma deflaçao real.
Mas hoje, esse momento do ciclo coincide, e agrava, com um período de transiçao entre dois sistemas de longa duração . De fato, penso e entramos, após 30 anos, na fase terminal do sistema capitalista . A diferença fundamental dessa fase terminal em relação à sucessão interrompida dos ciclos conjeturais anteriores, é que o capitalismo nao consegue mais ‘’fazer sistema’’, no sentido em que o entende o físico e químico Ilya Prigogine( 1917-2003) : quando um sistema,biológico, químico ou social , é amiúde desviado de sua situaçao de estabilidade , ele nao consegue mais reencontrar o equilibrio. E o q acontece então, é uma bifurcação.
A situação se torna caótica , incontrolável pelas forças q a dominaram até aqui, e se vê surgir uma luta, nao mais entre mantenedores e opositores do sistema, mas entre todos os protagonistas , afim de determinar quem vai substituí-lo. Conservo o uso da palavra ‘’crise’’ para períodos como esse . Muito bem, estamos em crise. O capitalismo se aproxima do fim.
Por que nao se trata antes de uma nova mutação do capitalismo, que já experimentou a passagem do capitalismo comercial para o capitalismo industrial, e do capitalismo industrial para o capitalismo finaceiro ?
I.W : O capitalismo é onívoro, ele capta o lucro onde este é mais proeminente num dado momento ; ele nao se satisfaz com lucros marginais ;ao contrário, ele os maximiza estabelecendo monopólios- foi o que aconteceu recentemente com as biotecnologias e as tecnologias da informação. Mas eu penso que as possibilidades de acumulação real do capitalismo alcançou seus limites. O capitalismo, após seu nascimento na segunda metade so século XVI , alimentou-se do diferencial de riqueza entre um centro, para onde convergiam os lucros, e as periferias( nao necessariamente geográficas) cada vez mais empobrecidas.
Nesse sentido, a recuperaçao econômica da Ásia , da India, da América Latina, constitui um desafio insuperável para a ‘’economia-mundo’’ criada pelo ocidente , que nao consegue mais controlar os custos da acumulaçao.As 3 curvas mundias de preços de mão-de-obra, de matérias primas e impostos estão, em toda parte, em forte alta após décadas.
O curto período neoliberal que está acabando, converteu apenas provisoriamente a tendência : no fim dos anos 90, esses custos eram , com certeza, menos elevados que em 1970, mas eram bem mais consideráveis que em 1945. De fato, o último período de acumulação real – os ‘’trinta gloriosos’’- só tem sido possivel porque os estados keynesianos colocaram todas suas forças à serviço do capital. Mas, ainda assim, o limite foi alcançado.
Há precedentes dessa fase atual, tal qual o sr. a descreve ?
I.W : Houve vários precedentes na história da humanidade , ao contrário do que faz crer a representaçao , forjada na metade do século XIX, de um progresso contínuo e inevitável, aqui compreendido na sua versão marxista.Prefiro me restringir à tese da possibilidade de progresso, e não a sua inevitabilidade.Sem dúvida, o capitalismo foi o sistema q soube produzir, de maneira extraordinária , a maior quantidade de bens e riquezas .Mas é necessário também somar as perdas- para o meio-ambiente , para as sociedades-que este sistema perpetrou. O único bem é aquele que permite obter, para o maior número possível de pessoas, uma vida racional e inteligente.
Dito isso, a crise mais recente que se assemelha à crise atual , foi o desmantelamento do sistema feudal na Europa, entre os séculos XV e XVI, e sua subsituição pelo sistema capitalista . Esse período, que culmina com as guerras religiosas , vê o fim da influência das autoridades reais, feudais e religiosas sobre as comunidades camponesas e cidades. Foi assim que se deram, depois de tentativas seguidas e de maneira inconsciente, as soluçoes inesperadas que acabaram por ‘’fazer sistema’’ , até tomar a forma do sistema capitalista tal como o conhecemos hoje.
Quanto tempo durará a transiçao atual, e onde onde ela levará ?
I.W : O período de destruiçao de valor que encerra a fase B do ciclo de Kondratieff dura geralmente de 2 a 5 anos, até que as condições de início de uma fase A sejam reunidas para que o lucro real possa ser novamente tirado de novas produções materiais descritas por Schumpert.Mas o fato é que essa fase corresponde a uma crise do sistema que nos fez entrar num período de caos no qual os principais protagonistas , na chefia das empresas e dos Estados ocidentais , farão tudo o que for tecnicamente possível para reencontrar o equilíbrio, mas é muito provável que nao consigam.
Os mais inteligentes entre eles já compreenderam que é necessário colocar algo inteiramente novo no lugar.Porém, vários protagonistas agemde modo desordenado e inconsciente para encontrar novas soluções, sem que se saiba ainda o que sairá dessas tentativas.
Estamos num momento muito raro, onde a crise e a impotência dos poderosos dão lugar ao livre arbítrio de cada um : existe hoje um lapso de tempo no qual todos nós temos a possibilidade de influenciar o futuro com nossa ação individual.Mas como esse futuro será a soma do número incalculável dessas ações, é absolutamente impossível prever que tipo de sistema se estabelecerá.Daqui dez anos , veremos mais claramente ;em 30, 40 anos um novo sistema terá emergido.Creio ser possível a instalação tanto de um sistema mais explorador e violento que o capitalismo quanto ,ao contrário, de um sistema mais igualitário e distributivo.
As transformações anteriores do capitalismo por vezes resultaram no deslocamento do centro da ‘’economia-mundo’’ . Por exemplo : da bacia do mediterrâneo para a costa européia, e depois para os EUA. O próximo sistema terá seu centro na China ?
I.W :A crise que estamos vivendo corresponde também ao fim de um ciclo político, o da hegemonia estadunidense, iniciado em 1970. Os EUA ainda serão atores importantes, mas não chegarão a reconquistar sua posição dominante face à multiplicidade dos centros de poder , como Europa, China, Brasil e a India.Um novo poder hegemônico , se se pensa no ‘’longo período braudeliano, pode levar ainda uns 50 anos para se impor.Mas ignoro qual seja.
Com o tempo as consequências pollíticas da crise atual serão enormes , na medida em que os donos do sistema tentarão encontrar bodes expiatórios para o desmantelamento de sua hegemonia.Penso que pelo menos metade do povo americano não aceitará o que está para acontecer.Os conflitos internos se agravarão nos EUA, que está em vias de se tornar o país mais instável do mundo, politicamente falando. E lembre-se que, todos nós, americanos, temos armas.
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6151&lg=po
Signatário do manifesto do fórum social de Porto Alegre( doze propostas para um outro mundo possível), em 2005, o sr. é considerado um dos inspiradores para o movimento ‘’altermundialista’’. O sr. fundou e dirigiu o centro Fernand-Braudel para o estudo da economia dos sistemas históricos e das civilizações da universidade de Nova York, em Binghamton. Como o sr. situa a atual crise economico-financeira no ‘’longo período’’ do capitalismo ?
I.W : Fernand-Braudel( 1902-1985) distinguia o tempo da ‘’longa duraçao’’ , onde está implicada a sucessão, na história humana, dos sistemas q determinam a relaçao do homem com seu meio material e, no interior dessas fases, o tempo dos longos ciclos conjeturais, descritos por economistas como Nicolas Kondratieff( 1882-1930)ou Joseph Schumpeter( 1883-1950). Estamos, hoje, claramente na fase B do ciclo de Kondratieff, que começou há 30-35 anos, apoós uma fase A que a foi a mais longa( de 1945 a 1975) de quinhetos anos de de sistema capitalista.
Na fase A , o lucro é gerado pela produçao material ,industrial ou outra qualquer ; na fase B, o capitalismo deve , para continuar a gerar lucro, financeirizar-se e refugiar-se na especulaçao.Depois de mais de 30 anos, as empresas, os Estados e as instiuiçoes , se endividaram exorbitantemente. Estamos hoje na ultima parte da fase B de Kondratieff, quando o declínio imininente torna-se real e as ‘’bolhas’’ estouram uma atrás da outra : as falências se multiplicam, a concentração do capital aumenta, a taxa de desemprego sobe e a economia sofre uma deflaçao real.
Mas hoje, esse momento do ciclo coincide, e agrava, com um período de transiçao entre dois sistemas de longa duração . De fato, penso e entramos, após 30 anos, na fase terminal do sistema capitalista . A diferença fundamental dessa fase terminal em relação à sucessão interrompida dos ciclos conjeturais anteriores, é que o capitalismo nao consegue mais ‘’fazer sistema’’, no sentido em que o entende o físico e químico Ilya Prigogine( 1917-2003) : quando um sistema,biológico, químico ou social , é amiúde desviado de sua situaçao de estabilidade , ele nao consegue mais reencontrar o equilibrio. E o q acontece então, é uma bifurcação.
A situação se torna caótica , incontrolável pelas forças q a dominaram até aqui, e se vê surgir uma luta, nao mais entre mantenedores e opositores do sistema, mas entre todos os protagonistas , afim de determinar quem vai substituí-lo. Conservo o uso da palavra ‘’crise’’ para períodos como esse . Muito bem, estamos em crise. O capitalismo se aproxima do fim.
Por que nao se trata antes de uma nova mutação do capitalismo, que já experimentou a passagem do capitalismo comercial para o capitalismo industrial, e do capitalismo industrial para o capitalismo finaceiro ?
I.W : O capitalismo é onívoro, ele capta o lucro onde este é mais proeminente num dado momento ; ele nao se satisfaz com lucros marginais ;ao contrário, ele os maximiza estabelecendo monopólios- foi o que aconteceu recentemente com as biotecnologias e as tecnologias da informação. Mas eu penso que as possibilidades de acumulação real do capitalismo alcançou seus limites. O capitalismo, após seu nascimento na segunda metade so século XVI , alimentou-se do diferencial de riqueza entre um centro, para onde convergiam os lucros, e as periferias( nao necessariamente geográficas) cada vez mais empobrecidas.
Nesse sentido, a recuperaçao econômica da Ásia , da India, da América Latina, constitui um desafio insuperável para a ‘’economia-mundo’’ criada pelo ocidente , que nao consegue mais controlar os custos da acumulaçao.As 3 curvas mundias de preços de mão-de-obra, de matérias primas e impostos estão, em toda parte, em forte alta após décadas.
O curto período neoliberal que está acabando, converteu apenas provisoriamente a tendência : no fim dos anos 90, esses custos eram , com certeza, menos elevados que em 1970, mas eram bem mais consideráveis que em 1945. De fato, o último período de acumulação real – os ‘’trinta gloriosos’’- só tem sido possivel porque os estados keynesianos colocaram todas suas forças à serviço do capital. Mas, ainda assim, o limite foi alcançado.
Há precedentes dessa fase atual, tal qual o sr. a descreve ?
I.W : Houve vários precedentes na história da humanidade , ao contrário do que faz crer a representaçao , forjada na metade do século XIX, de um progresso contínuo e inevitável, aqui compreendido na sua versão marxista.Prefiro me restringir à tese da possibilidade de progresso, e não a sua inevitabilidade.Sem dúvida, o capitalismo foi o sistema q soube produzir, de maneira extraordinária , a maior quantidade de bens e riquezas .Mas é necessário também somar as perdas- para o meio-ambiente , para as sociedades-que este sistema perpetrou. O único bem é aquele que permite obter, para o maior número possível de pessoas, uma vida racional e inteligente.
Dito isso, a crise mais recente que se assemelha à crise atual , foi o desmantelamento do sistema feudal na Europa, entre os séculos XV e XVI, e sua subsituição pelo sistema capitalista . Esse período, que culmina com as guerras religiosas , vê o fim da influência das autoridades reais, feudais e religiosas sobre as comunidades camponesas e cidades. Foi assim que se deram, depois de tentativas seguidas e de maneira inconsciente, as soluçoes inesperadas que acabaram por ‘’fazer sistema’’ , até tomar a forma do sistema capitalista tal como o conhecemos hoje.
Quanto tempo durará a transiçao atual, e onde onde ela levará ?
I.W : O período de destruiçao de valor que encerra a fase B do ciclo de Kondratieff dura geralmente de 2 a 5 anos, até que as condições de início de uma fase A sejam reunidas para que o lucro real possa ser novamente tirado de novas produções materiais descritas por Schumpert.Mas o fato é que essa fase corresponde a uma crise do sistema que nos fez entrar num período de caos no qual os principais protagonistas , na chefia das empresas e dos Estados ocidentais , farão tudo o que for tecnicamente possível para reencontrar o equilíbrio, mas é muito provável que nao consigam.
Os mais inteligentes entre eles já compreenderam que é necessário colocar algo inteiramente novo no lugar.Porém, vários protagonistas agemde modo desordenado e inconsciente para encontrar novas soluções, sem que se saiba ainda o que sairá dessas tentativas.
Estamos num momento muito raro, onde a crise e a impotência dos poderosos dão lugar ao livre arbítrio de cada um : existe hoje um lapso de tempo no qual todos nós temos a possibilidade de influenciar o futuro com nossa ação individual.Mas como esse futuro será a soma do número incalculável dessas ações, é absolutamente impossível prever que tipo de sistema se estabelecerá.Daqui dez anos , veremos mais claramente ;em 30, 40 anos um novo sistema terá emergido.Creio ser possível a instalação tanto de um sistema mais explorador e violento que o capitalismo quanto ,ao contrário, de um sistema mais igualitário e distributivo.
As transformações anteriores do capitalismo por vezes resultaram no deslocamento do centro da ‘’economia-mundo’’ . Por exemplo : da bacia do mediterrâneo para a costa européia, e depois para os EUA. O próximo sistema terá seu centro na China ?
I.W :A crise que estamos vivendo corresponde também ao fim de um ciclo político, o da hegemonia estadunidense, iniciado em 1970. Os EUA ainda serão atores importantes, mas não chegarão a reconquistar sua posição dominante face à multiplicidade dos centros de poder , como Europa, China, Brasil e a India.Um novo poder hegemônico , se se pensa no ‘’longo período braudeliano, pode levar ainda uns 50 anos para se impor.Mas ignoro qual seja.
Com o tempo as consequências pollíticas da crise atual serão enormes , na medida em que os donos do sistema tentarão encontrar bodes expiatórios para o desmantelamento de sua hegemonia.Penso que pelo menos metade do povo americano não aceitará o que está para acontecer.Os conflitos internos se agravarão nos EUA, que está em vias de se tornar o país mais instável do mundo, politicamente falando. E lembre-se que, todos nós, americanos, temos armas.
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6151&lg=po
terça-feira, 21 de outubro de 2008
37 MÍSEROS EUROS NO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇAO
dia 16 de outubro comemorou-se no mundo todo o dia mundial da alimentação. Comemoração estranha, ofensiva mesmo, já q segundo dados da FAO , 923 milhoes de pessoas sofriam, no ano passado, os efeitos da subnutrição( fala-se de um acréscimo de 75 milhoes de pessoas, q já sofrem de subnutrição crônica, devido ao aumento do preço dos alimentos ).
A subnutrição afeta sobretudo crianças entre os 6 meses e 5 anos de idade( 20 milhoes de crianças menores de 5 anos sofrem de subnutrição aguda ou severa).Esta situação é agravada pelo fato de q as crianças não recebem alimentação adequada durante a fase de crescimento(por ex proteina animal como leite, ovo e carne). Nesta fase de desenvolvimento do cérebro, as conseqüências são extremamente graves.Milhares de crianças morrem precocemente ou adoecem por conta desse estado de coisas, ou, se sobrevivem, carregam as seqüelas pelo resto da vida.
Como resposta a essa situação, foi feito um estudo acerca do tratamento e recuperação de crianças subnutridas : o tratamento dura 6 meses e custa 37 EUROS!
Pensando na recuperação dos milhões de crianças q sofrem com de subnutrição severa , constatou-se q seriam gastos aproximadamente 3 milhoes de euros , incluindo o tratamento completo de crianças doentes e a produção local de alimentos terapêuticos necessários.O uso de um desses alimentos terpeuticos chamado ‘’pumply nut’’, q possui 40 micronutrientes q tem salvado a vida de muitas crianças.
Enquanto governos injetam bilhões de ajuda aos bancos( cujos dirigentes apenas se preocupam com a vitória da economia e com o acumulo de riquezas inacessíveis ao resto do mundo), mihares de crianças estão morrendo por não terem esses míseros 37 euros. Parece q algo esta errado , quando vemos os bancos pedindo bilhões aos governos afim de evitarem a bancarrota, sobretudo diante dos olhares q sempre idolatraram o ‘’livre mercado’’. Bárbaro socialismo financeiro q nacionaliza bancos e impedem milhões de pessoas de comer: salvar empresas q nunca foram transparentes nem responsáveis e , diferentemente do q reconhecem os dispositivos do direito internacional,recusam o direito a uma alimentação adequada.
Não é de se estranhar q os donos do mundo andem fora da lei, mesmo quando dizem o contrario. Num contexto de queda da Ajuda oficial de desenvolvimento durante os anos 2006 e 2007 , a onu lembra q será necessário um aporte de 30 milhoes de dólares por ano para atingir as metas do milênio. Esses 3º milhões parecem migalhas se comparamos aos custos da ocupação do Iraque e da quantia injetada nos bancos pelo governo americano . O q é uma vergonha.
Vergonhoso é também o fato de q executivos da AIG gastarem milhares de dólares dos ‘’resgate’’ finaceiro num hotel( a conta chegou a 400.000 euros), ou o Fortis convidando 50 pessoas para jantar no restaurante mais caro de Mônaco, ( 6.000 marcos antigos por convidado). Dinheiro gasto inconseqüentemente e q poderia ser gasto na ajuda aos famintos; grandes somas de dinheiro , obtidas do Estado, q são gastas , desavergonhadamente, em festas diante dos olhares de milhares de famintos. Toda essa vileza e ostentação são de doer.
A fome, q cala e nada ostenta, esta matando esses q não tem nada para nacionalizar, através das leis de mercado e agora com a intervenção seletiva, em benenficio dos de sempre. É para esses, q não estão morrendo, q devemos construir muros e alambrados para evitar sua entrada , e criar uma maneira de expulsar os q ainda estão entre nos, ‘’sempre respeitando os direitos humanos’’.
Recentemente, intelectuais do mundo todo denunciaram a crueldade da chamada ‘’diretiva da vergonha’’ e nos lembram q a anmesia nada inocente da Europa , impede q a Europa se lembre q , sem a mao de obra barata e o serviço q o mundo todo lhe prestou , ela, Europa, não seria Europa.Nao seria Europa sem o genocídio dos povos autóctones da América e sem a escravidão das crianças africanas , para citar apenas dois exemplos. A Europa deve pedir perdão ao mundo ou, pelo menos, agradecer , ao invés de sancionar leis q perseguem e punem os trabalhadores, q chegam ao continente europeu após fugirem da guerra e da fome em seus paises( guerra e fome, alias, inflingidos pelos ‘’donos do mundo’’).
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=de&reference=6137
A subnutrição afeta sobretudo crianças entre os 6 meses e 5 anos de idade( 20 milhoes de crianças menores de 5 anos sofrem de subnutrição aguda ou severa).Esta situação é agravada pelo fato de q as crianças não recebem alimentação adequada durante a fase de crescimento(por ex proteina animal como leite, ovo e carne). Nesta fase de desenvolvimento do cérebro, as conseqüências são extremamente graves.Milhares de crianças morrem precocemente ou adoecem por conta desse estado de coisas, ou, se sobrevivem, carregam as seqüelas pelo resto da vida.
Como resposta a essa situação, foi feito um estudo acerca do tratamento e recuperação de crianças subnutridas : o tratamento dura 6 meses e custa 37 EUROS!
Pensando na recuperação dos milhões de crianças q sofrem com de subnutrição severa , constatou-se q seriam gastos aproximadamente 3 milhoes de euros , incluindo o tratamento completo de crianças doentes e a produção local de alimentos terapêuticos necessários.O uso de um desses alimentos terpeuticos chamado ‘’pumply nut’’, q possui 40 micronutrientes q tem salvado a vida de muitas crianças.
Enquanto governos injetam bilhões de ajuda aos bancos( cujos dirigentes apenas se preocupam com a vitória da economia e com o acumulo de riquezas inacessíveis ao resto do mundo), mihares de crianças estão morrendo por não terem esses míseros 37 euros. Parece q algo esta errado , quando vemos os bancos pedindo bilhões aos governos afim de evitarem a bancarrota, sobretudo diante dos olhares q sempre idolatraram o ‘’livre mercado’’. Bárbaro socialismo financeiro q nacionaliza bancos e impedem milhões de pessoas de comer: salvar empresas q nunca foram transparentes nem responsáveis e , diferentemente do q reconhecem os dispositivos do direito internacional,recusam o direito a uma alimentação adequada.
Não é de se estranhar q os donos do mundo andem fora da lei, mesmo quando dizem o contrario. Num contexto de queda da Ajuda oficial de desenvolvimento durante os anos 2006 e 2007 , a onu lembra q será necessário um aporte de 30 milhoes de dólares por ano para atingir as metas do milênio. Esses 3º milhões parecem migalhas se comparamos aos custos da ocupação do Iraque e da quantia injetada nos bancos pelo governo americano . O q é uma vergonha.
Vergonhoso é também o fato de q executivos da AIG gastarem milhares de dólares dos ‘’resgate’’ finaceiro num hotel( a conta chegou a 400.000 euros), ou o Fortis convidando 50 pessoas para jantar no restaurante mais caro de Mônaco, ( 6.000 marcos antigos por convidado). Dinheiro gasto inconseqüentemente e q poderia ser gasto na ajuda aos famintos; grandes somas de dinheiro , obtidas do Estado, q são gastas , desavergonhadamente, em festas diante dos olhares de milhares de famintos. Toda essa vileza e ostentação são de doer.
A fome, q cala e nada ostenta, esta matando esses q não tem nada para nacionalizar, através das leis de mercado e agora com a intervenção seletiva, em benenficio dos de sempre. É para esses, q não estão morrendo, q devemos construir muros e alambrados para evitar sua entrada , e criar uma maneira de expulsar os q ainda estão entre nos, ‘’sempre respeitando os direitos humanos’’.
Recentemente, intelectuais do mundo todo denunciaram a crueldade da chamada ‘’diretiva da vergonha’’ e nos lembram q a anmesia nada inocente da Europa , impede q a Europa se lembre q , sem a mao de obra barata e o serviço q o mundo todo lhe prestou , ela, Europa, não seria Europa.Nao seria Europa sem o genocídio dos povos autóctones da América e sem a escravidão das crianças africanas , para citar apenas dois exemplos. A Europa deve pedir perdão ao mundo ou, pelo menos, agradecer , ao invés de sancionar leis q perseguem e punem os trabalhadores, q chegam ao continente europeu após fugirem da guerra e da fome em seus paises( guerra e fome, alias, inflingidos pelos ‘’donos do mundo’’).
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=de&reference=6137
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