QUEM SEQUESTRA JOVENS DE BAIRROS POBRES DA COLOMBIA? AS FARC?
NAO. QUEM SEQUESTRA ESSES JOVENS SAO AS FORÇAS ARMADAS DA COLOMBIA.POR QUE?GANHAM ALGUMA COISA COM ISSO? A RESPOSTA É SIM.
É ASSIM QUE FUNCIONA: ESSES JOVENS SAO LEVADOS PARA AS ZONAIS RURAIS ONDE SIMULA-SE UM CONFRONTO COM O EXÉRCITO.DEPOIS ESSES JOVENS SAO MORTOS E IDENTIFICADOS COM GRUPOS SUBVERSIVOS OU CRIMINOSOS COMUNS. SAO ENTERRADOS EM VALAS COMUNS E PRONTO.CLARO QUE A MIDIA NAO VAI ATRAS, SAO JOVENS POBRES ETC. JA SABEMOS O PROCEDIMENTO TODO. FICA POR ISSO MESMO. O RESTO SAO MÃES DESESPERADAS.
SEGUNDA PARTE. ONDE TUDO SE EXPLICA SEGUNDO O CONDAO DO PODER E SUAS CONSEQUENCIAS NA ''PLEBE''.
A RAZAO DESSES HOMIDICIDIOS SAO OS ESTÍMULOS E RECOMPENSAS OFERECIDOS PELO ALTO COMANDO DAS FORÇAS ARMADAS( CUJO COMANDO,ALIAS, ESTÁ NAS MAOS DO NARCO-PRESIDENTE URIBE). PARA CADA ''GUERRILHEIRO'' OU ''CRIMINOSO'' MORTO, HA RECOMPENSAS EM DINHEIRO OU NA FORMA DE DIAS NAO TRABALHADOS.É UM COMPLEMENTO PARA A RENDA DE MILITARES QUE MATAM INOCENTES POR ALGUNS TROCADOS E ALGUNS DIAS DE FOLGA.
NAO PARECE AQUILO QUE ACONTECE NAQUELE ESTADO BRASILEIRO ONDE TODO MUNDO É FELIZ E TEM UM SOTAQUE ENGRAÇADO? HOSPEDEIRO DA TV GLOBO E TAL...
MAS O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO E PORNTO( ERRO PROPOSITAL) :)
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
Decálogo para falar mal de Hugo Chávez
Lembrete pendurado na frente de jornalistas da mídia oligárquica:
1. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel do Estado, desqualificado e enterrado por nós há tempos.
2. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele se diz anti-imperialista e esse é um tema proibido na mídia há tempos.
3. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele funda um novo partido, quando martelamos todos os dias que todos os partidos são iguais, que são negativos, que sempre refletem interesses de grupinhos.
4. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel da política, quando todo o trabalho cotidiano da mídia é para dizer que a política é irrecuperável, que só a economia vale a pena.
5. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele vende petróleo subsidiado aos países que não podem pagar o preço do mercado - inclusive a pobres dos Estados Unidos -, o que evidentemente fere as leis do mercado, pelo qual tanto zela a midia.
6. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele é um mau exemplo para os militares, que só devem intervir na política quando seja necessário um golpe militar e nunca para defender os interesses de cada nação.
7. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele ataca a mídia privada e fortalece a mídia pública. Porque ele acabou com o analfabetismo na Venezuela, tema sobre oqual devemos calar. Porque ele vai diminuir a jornada de trabalho em 2010 para 6 horas e esse tema é odiado pelos patrões.
8. Devo falar mal de Hugo Chávez porque assim me identifico com os interesses do dono do meio em que trabalho, garanto o emprego, fortaleço os partidos e as empresas aliadas do patrão.
9. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele faz com que se volte a falar do socialismo, depois que nos deu muito trabalho tratar de enterrar esse sistema, inimigo do capitalismo, a que estamos profundamente integrados.
10. Devo falar mal de Hugo Chávez (e de Evo Morales e de Lula e de todos os nao brancos), senão eles vão querer dirigir os países, os jornais, as televisões, as empresas, o mundo. Será o nosso fim.
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=123
1. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel do Estado, desqualificado e enterrado por nós há tempos.
2. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele se diz anti-imperialista e esse é um tema proibido na mídia há tempos.
3. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele funda um novo partido, quando martelamos todos os dias que todos os partidos são iguais, que são negativos, que sempre refletem interesses de grupinhos.
4. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele recupera o papel da política, quando todo o trabalho cotidiano da mídia é para dizer que a política é irrecuperável, que só a economia vale a pena.
5. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele vende petróleo subsidiado aos países que não podem pagar o preço do mercado - inclusive a pobres dos Estados Unidos -, o que evidentemente fere as leis do mercado, pelo qual tanto zela a midia.
6. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele é um mau exemplo para os militares, que só devem intervir na política quando seja necessário um golpe militar e nunca para defender os interesses de cada nação.
7. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele ataca a mídia privada e fortalece a mídia pública. Porque ele acabou com o analfabetismo na Venezuela, tema sobre oqual devemos calar. Porque ele vai diminuir a jornada de trabalho em 2010 para 6 horas e esse tema é odiado pelos patrões.
8. Devo falar mal de Hugo Chávez porque assim me identifico com os interesses do dono do meio em que trabalho, garanto o emprego, fortaleço os partidos e as empresas aliadas do patrão.
9. Devo falar mal de Hugo Chávez porque ele faz com que se volte a falar do socialismo, depois que nos deu muito trabalho tratar de enterrar esse sistema, inimigo do capitalismo, a que estamos profundamente integrados.
10. Devo falar mal de Hugo Chávez (e de Evo Morales e de Lula e de todos os nao brancos), senão eles vão querer dirigir os países, os jornais, as televisões, as empresas, o mundo. Será o nosso fim.
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=123
QUEM LUCRA COM A IMAGEM POSITIVA DA AFRICA ?
O que a grande mídia nos diz sobre a África? Só alguns parcos relatos sobre guerra, crise, doença e fome. Porem essa imagem é substituída por uma ainda pior: a dos imigrantes. Chegam todos os dias em embarcações precárias . Muitos deles, morrem no caminho , enquanto os outros vão romper as barreiras da Europa, e já são vistos em quase todo o pais. É preocupante . Eles tomam os empregos dos nativos , traficam, se prostituem e ameaçam os bons costumes . Teme-se que a Europa sofra uma africanização e com isso um possível declínio do continente europeu , já que supostamente os imigrantes trazem consigo a barbárie e a anarquia.
Evidentemente as comunidades africanas no Ocidente querem corrigir essa impressão negativa que ficou do povo africano e seu continente. Para tanto, eles se organizaram e já possuem seus próprios meios de comunicação e se esforçam para, através desses meios, explicar ao publico ocidental que existe uma outra África , uma África criativa e com homens bem-sucedidos , que venceram em diferentes áreas , o que lhes assegura reconhecimento internacional. Alem disso, defendem que o numero de guerras na África diminuiu consideravelmente, que o processo de paz esta caminhando, a democracia vem se estabilizando e a imprensa esta cada vez mais livre . Eles defendem que suas conquistas devem ser salientadas quando se fala da África. As outras questões, que enfraquecem essa imagem positiva da África , devem ser vistas como problemas internos, que são resolvidos internamente , assim como roupa suja se lava em casa.
Essa ‘’filosofia midiática’’ não é nova. Nos paises comunistas, era a regra .Desde a infância, aprendia-se a passar , aos estrangeiros, uma imagem positiva do próprio pais e de seu sistema político. Não é difícil, a própria mídia atual já dá as diretrizes básicas para tanto.
Na época dos estado comunistas via-se exclusivamente a ‘’imagem positiva’’.
Discursos sobre o sucesso dos planos qüinqüenais , a glorificação do trabalho e dos trabalhadores, a recompensa para os representantes da ‘’intelligentsia honesta’’(ou seja, representantes fieis do partido), noticias sobre os avanços desta ou daquela fazenda coletiva, um pouco de esporte e só.
Na sociedade comunista não havia conflito, dizia a mídia, e se por acaso houvesse, era só uma eventualidade. Dores do parto da nova sociedade , era a explicação oficial. A aparência é muito importante.
A IMAGEM POSITIVA DA AFRICA E A ECONOMIA MUNDIAL
A diáspora não esta sozinha no seu esforço de mostrar a África positiva. Para mudar a imagem negativa da África no Ocidente, a Conferencia preparatória regional-africana da cúpula mundia da sociedade da informação( 25 a 30 de maio de 2002 em Bamako, capital do Mali), a UNESCO , a tv5 da França e a RADIO FRANCE INTERNATIONALE, resolveram trabalhar juntas.
Qual o motivo? A ética profissional? Poderíamos quase acreditar . Porem, dia 13 de abril de 2005, 11 chefes de estado africanos , reunidos na universidade de Boston , numa mesa redonda com presidentes africanos , publicaram uma declaração consensual que, resumindo, é a seguinte: a Africa é um elemento-chave da economia mundial. Com isso, dirigiram um apelo à mídia americana para que façam declarações justas e ponderadas sobre o continente africano. Da mesma forma, os estados africanos e instituições como a União africana lançaram um apelo a favor de estratégias que oponham imagens positivas às representações negativas da mídia africana. Por fim , recomendou-se que às ONGS americanas ‘’estabelecer novos paradigmas afim de educar os jornalistas ocidentais e africanos, levando em conta as democracias africanas que buscam seu desenvolvimento. Pediu-se também que não engrossem os comentários céticos e críticos e cuidar para que o potencial do continente e seu progresso sejam postos em evidencia.
No dia 22 de maio de 2005, durante o 54. congresso do instituto internacional de imprensa em Nairobi, o presidente de Rwanda , Paul Kagame, declarou que ‘’reportagens negativas impedem investimentos estrangeiros diretos na Africa’’. Essa declaração é muito esclarecedora. Por trás do engajamento no sentido de apresentar uma imagem positiva da África ,há interesses puramente econômicos .Na conferencia de uma importante instituição internacional , que é o cão de guarda da liberdade de imprensa , eis a declaração que se ouve de um chefe de estado , cujo pais não tem uma imprensa totalmente livre. O tempora, o mores!
Mas não é tudo.
Por conta da imagem negativa da África , disseminada por jornalistas africanos, estes foram tratados como inimigos internos do continente africano por alguns participantes da conferencia sobre a mídia na África , realizada em Nairobi em agosto de 2006. O fato é que esses jornalistas , não encontraram nada de positivo para falar do governo de seus paises!
Para mudar essa situação , foi sugerido um programa de formação para jornalistas orientado pelos institutos americanos POINTER e AMERICAN INSTITUTE.
A união africana acabou por tomar parte na luta contra a imagem negativa da África disseminada na opinião pública. Não sozinha, mas com a união européia. Ao termino do fórum ‘’midias e desenvolvimento’’( 11 a 13 de setembro desse ano em Quagadougou, capital de Burkina Fasso , foi fundado um observatório panafricano de mídia que deve reunir as principais personalidades reconhecidas, sobretudo, por sua imparcialidade. Alem disso, os estados africanos e europeus exigiram a criação de uma estrutura institucional afim de garantir a independência, a liberdade de expressão e os direitos da mídia, bem como os deveres. A imprensa deve lutar contra os estereótipos e não alterar o sentido dos documentos e textos que ela publica e abster-se de toda forma de apoio à violência sectária. Foi prevista a criação de uma Carta dos direito e deveres das mídias africanas e européias.
NÃO ASSUSTAR OS INVESTIDORES
Percebe-se, nas mais importantes instituições internacionais, uma aceitação e valorização crescentes da ‘’imagem positiva’’ da África. Jean Ping , presidente da comissão da união africana , explica exigência dizendo que a imagem negativa da África , espanta os possíveis investidores .Essa preocupação parece ser o argumento dominante. Em 2001, o então ministro britânico, Tony Blair, apontava para os efeitos prejudiciais sobre o turismo das reportagens negativas sobre a doença da ‘’vaca louca’’na Grã-Bretanha.. Em 25 de janeiro de 2005 , Amevi Atiopu, diretor para os mercados emergentes da Pazisma Corporation, escreveu:’’ para aumentar a confiança dos investidores e atrair o capital estrangeiro, os estados africanos devem criar meios para que possam lutar energicamente contra a imagem negativa da África ‘’.
‘’ Uma mudança da imagem africana poderia promover investimentos e o crescimento econômico como nunca antes vistos, afirmou Patrícia R. Francis , diretora do centro internacional do comercio , na revista ‘’fórum do comercio internacional’’( nr.1/2007), que faz parte da OMC e da ONU.
É ‘’chocante’’ que os patrocinadores do alto-escalão da representação positiva da África, se preocupem,antes de tudo, com a economia , os investimentos e o crescimento econômico . Com isso chegamos a uma tal situação que fez pensar até o diretor do departamento de desenvolvimento da comissão européia , Bernard Petit.
Num artigo para The Courier.the magazine of ACP and EU cooperation, publicado em 28 de agosto de 2008 , Bernard Petit, se pergunta se a África realmente precisa de uma nova regulamentação midiatica ou se a liberdade de imprensa deve ser considerada como sinal de bom governo e como se deve lutar contra a censura. Baseado nesse pensamento, Bernard Petit conclui que a necessidade de atrair investidores para aumentar a independência da mídia e sua qualidade apresenta um risco de desvio. Segundo ele, a mídia poderia ser corrompida sob os cuidados dos investidores , cuja prioridade é o lucro.Com isso , a qualidade da informação poderia ser prejudicada, tornando-se espetáculo , decaindo para o jornalismo sensacionalista.
IDEALISTAS OU COLLABOS?
Será que os idealistas da diáspora já pensaram no assunto? Pensaram que
as instituições internacionais , chefes de estado, que destituíram a democracia de seu sentido,em nome do mercado, servindo com a devoção mais subalterna aos donos do mundo , bem como acadêmicos ‘’eminentes’’pagos por multinacionais e pelo establishment político para legitimar seus interesses em relação a uma imagem positiva da África, mascaram sua própria imagem?
Cada imagem negativa- ou seja, critica- dos fatos na África ameaça trazer à tona as maquinações naquele continente. Portanto, o engajamento na criação de uma imagem positiva não diz respeito a melhoria da qualidade de informação, mas à necessidade de uma propaganda política. Exagerar as conquistas africanas num plano ‘’micro’’ , poderia servir de justificativa para as medidas impostas pela comunidade internacional, já no plano ‘’macro’’, elas se revelam desastrosas. Isso porque essa mesma comunidade internacional quer controlar a informação na África. A proposta para novas dietrizes midiaticas, estabelecendo deveres dos jornalistas , assim como 106 bolsas que a união africana pretende oferecer aos jovens jornalistas para torná-los verdadeiros ‘’profissionais’’, ou, em outras palavras, torná-los propagandistas. Daí a uma censura declarada e consentida a nível internacional é um passo. Infelizmente , isso tudo esta sendo feito em nome da liberdade de imprensa.
Também é de se temer o fato de que os idealistas da diáspora africana não se deram conta de que estão sendo usados e sendo facilmente manipulados como empregados das instituições que promovem a mundialização. Delegando-lhes algumas funções subalternas em qualquer instituição nacional ou internacional , esmola concedida à suas organizações , ou homenageando-os na mídia oficial. Tudo isso será suficiente para dar inicio às colaborações , precisamente com os poderosos que impedem o desenvolvimento da África. Mas a esmola e a homenagem virão juntos com a vergonha que cobrirá, cedo ou tarde, todos os beneficiários. É possível que os membros da diáspora africana no Ocidente se oponham. Informar sobre a África não é uma questão de imagens , mas de problemas que se agravam, e são insolúveis dentro da atual ordem mundial. É isso que deve ser dito. E encorajar a opinião publica a se engajar em favor de uma ordem social mais justa e de uma sociedade mais humana . A diáspora terá a força e a coragem para tanto?
SOBRE O AUTOR
Vladislav Marjanovic( Budapeste , 1946), jornalista da estação da radio independente ‘’radio Afrika internacional a partir de 2000 .Assistente no instituto de historia contemporânea de Belgrado de 1947 a 1981 , obteve o doutorado em historia em 1978 com a tese ‘’a Iugoslávia , a sociedade das nações e a idéia de paz,1925-1929. Morando na Áustria a partir de 1981 , foi correspondente da seção servo-croata da radio France Internationale de 1987 a 1995. prosseguiu suas pesquisas históricas sobre a Europa central , publicando ‘’a idéia da Europa central e a política centro-europeia da áustria 1945-1995), Peter lang ed, 1998, bem como vários artigos e contribuições em simpósios científicos.
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=5991&lg=fr( em francês)
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=5895&lg=de( em alemão)
Evidentemente as comunidades africanas no Ocidente querem corrigir essa impressão negativa que ficou do povo africano e seu continente. Para tanto, eles se organizaram e já possuem seus próprios meios de comunicação e se esforçam para, através desses meios, explicar ao publico ocidental que existe uma outra África , uma África criativa e com homens bem-sucedidos , que venceram em diferentes áreas , o que lhes assegura reconhecimento internacional. Alem disso, defendem que o numero de guerras na África diminuiu consideravelmente, que o processo de paz esta caminhando, a democracia vem se estabilizando e a imprensa esta cada vez mais livre . Eles defendem que suas conquistas devem ser salientadas quando se fala da África. As outras questões, que enfraquecem essa imagem positiva da África , devem ser vistas como problemas internos, que são resolvidos internamente , assim como roupa suja se lava em casa.
Essa ‘’filosofia midiática’’ não é nova. Nos paises comunistas, era a regra .Desde a infância, aprendia-se a passar , aos estrangeiros, uma imagem positiva do próprio pais e de seu sistema político. Não é difícil, a própria mídia atual já dá as diretrizes básicas para tanto.
Na época dos estado comunistas via-se exclusivamente a ‘’imagem positiva’’.
Discursos sobre o sucesso dos planos qüinqüenais , a glorificação do trabalho e dos trabalhadores, a recompensa para os representantes da ‘’intelligentsia honesta’’(ou seja, representantes fieis do partido), noticias sobre os avanços desta ou daquela fazenda coletiva, um pouco de esporte e só.
Na sociedade comunista não havia conflito, dizia a mídia, e se por acaso houvesse, era só uma eventualidade. Dores do parto da nova sociedade , era a explicação oficial. A aparência é muito importante.
A IMAGEM POSITIVA DA AFRICA E A ECONOMIA MUNDIAL
A diáspora não esta sozinha no seu esforço de mostrar a África positiva. Para mudar a imagem negativa da África no Ocidente, a Conferencia preparatória regional-africana da cúpula mundia da sociedade da informação( 25 a 30 de maio de 2002 em Bamako, capital do Mali), a UNESCO , a tv5 da França e a RADIO FRANCE INTERNATIONALE, resolveram trabalhar juntas.
Qual o motivo? A ética profissional? Poderíamos quase acreditar . Porem, dia 13 de abril de 2005, 11 chefes de estado africanos , reunidos na universidade de Boston , numa mesa redonda com presidentes africanos , publicaram uma declaração consensual que, resumindo, é a seguinte: a Africa é um elemento-chave da economia mundial. Com isso, dirigiram um apelo à mídia americana para que façam declarações justas e ponderadas sobre o continente africano. Da mesma forma, os estados africanos e instituições como a União africana lançaram um apelo a favor de estratégias que oponham imagens positivas às representações negativas da mídia africana. Por fim , recomendou-se que às ONGS americanas ‘’estabelecer novos paradigmas afim de educar os jornalistas ocidentais e africanos, levando em conta as democracias africanas que buscam seu desenvolvimento. Pediu-se também que não engrossem os comentários céticos e críticos e cuidar para que o potencial do continente e seu progresso sejam postos em evidencia.
No dia 22 de maio de 2005, durante o 54. congresso do instituto internacional de imprensa em Nairobi, o presidente de Rwanda , Paul Kagame, declarou que ‘’reportagens negativas impedem investimentos estrangeiros diretos na Africa’’. Essa declaração é muito esclarecedora. Por trás do engajamento no sentido de apresentar uma imagem positiva da África ,há interesses puramente econômicos .Na conferencia de uma importante instituição internacional , que é o cão de guarda da liberdade de imprensa , eis a declaração que se ouve de um chefe de estado , cujo pais não tem uma imprensa totalmente livre. O tempora, o mores!
Mas não é tudo.
Por conta da imagem negativa da África , disseminada por jornalistas africanos, estes foram tratados como inimigos internos do continente africano por alguns participantes da conferencia sobre a mídia na África , realizada em Nairobi em agosto de 2006. O fato é que esses jornalistas , não encontraram nada de positivo para falar do governo de seus paises!
Para mudar essa situação , foi sugerido um programa de formação para jornalistas orientado pelos institutos americanos POINTER e AMERICAN INSTITUTE.
A união africana acabou por tomar parte na luta contra a imagem negativa da África disseminada na opinião pública. Não sozinha, mas com a união européia. Ao termino do fórum ‘’midias e desenvolvimento’’( 11 a 13 de setembro desse ano em Quagadougou, capital de Burkina Fasso , foi fundado um observatório panafricano de mídia que deve reunir as principais personalidades reconhecidas, sobretudo, por sua imparcialidade. Alem disso, os estados africanos e europeus exigiram a criação de uma estrutura institucional afim de garantir a independência, a liberdade de expressão e os direitos da mídia, bem como os deveres. A imprensa deve lutar contra os estereótipos e não alterar o sentido dos documentos e textos que ela publica e abster-se de toda forma de apoio à violência sectária. Foi prevista a criação de uma Carta dos direito e deveres das mídias africanas e européias.
NÃO ASSUSTAR OS INVESTIDORES
Percebe-se, nas mais importantes instituições internacionais, uma aceitação e valorização crescentes da ‘’imagem positiva’’ da África. Jean Ping , presidente da comissão da união africana , explica exigência dizendo que a imagem negativa da África , espanta os possíveis investidores .Essa preocupação parece ser o argumento dominante. Em 2001, o então ministro britânico, Tony Blair, apontava para os efeitos prejudiciais sobre o turismo das reportagens negativas sobre a doença da ‘’vaca louca’’na Grã-Bretanha.. Em 25 de janeiro de 2005 , Amevi Atiopu, diretor para os mercados emergentes da Pazisma Corporation, escreveu:’’ para aumentar a confiança dos investidores e atrair o capital estrangeiro, os estados africanos devem criar meios para que possam lutar energicamente contra a imagem negativa da África ‘’.
‘’ Uma mudança da imagem africana poderia promover investimentos e o crescimento econômico como nunca antes vistos, afirmou Patrícia R. Francis , diretora do centro internacional do comercio , na revista ‘’fórum do comercio internacional’’( nr.1/2007), que faz parte da OMC e da ONU.
É ‘’chocante’’ que os patrocinadores do alto-escalão da representação positiva da África, se preocupem,antes de tudo, com a economia , os investimentos e o crescimento econômico . Com isso chegamos a uma tal situação que fez pensar até o diretor do departamento de desenvolvimento da comissão européia , Bernard Petit.
Num artigo para The Courier.the magazine of ACP and EU cooperation, publicado em 28 de agosto de 2008 , Bernard Petit, se pergunta se a África realmente precisa de uma nova regulamentação midiatica ou se a liberdade de imprensa deve ser considerada como sinal de bom governo e como se deve lutar contra a censura. Baseado nesse pensamento, Bernard Petit conclui que a necessidade de atrair investidores para aumentar a independência da mídia e sua qualidade apresenta um risco de desvio. Segundo ele, a mídia poderia ser corrompida sob os cuidados dos investidores , cuja prioridade é o lucro.Com isso , a qualidade da informação poderia ser prejudicada, tornando-se espetáculo , decaindo para o jornalismo sensacionalista.
IDEALISTAS OU COLLABOS?
Será que os idealistas da diáspora já pensaram no assunto? Pensaram que
as instituições internacionais , chefes de estado, que destituíram a democracia de seu sentido,em nome do mercado, servindo com a devoção mais subalterna aos donos do mundo , bem como acadêmicos ‘’eminentes’’pagos por multinacionais e pelo establishment político para legitimar seus interesses em relação a uma imagem positiva da África, mascaram sua própria imagem?
Cada imagem negativa- ou seja, critica- dos fatos na África ameaça trazer à tona as maquinações naquele continente. Portanto, o engajamento na criação de uma imagem positiva não diz respeito a melhoria da qualidade de informação, mas à necessidade de uma propaganda política. Exagerar as conquistas africanas num plano ‘’micro’’ , poderia servir de justificativa para as medidas impostas pela comunidade internacional, já no plano ‘’macro’’, elas se revelam desastrosas. Isso porque essa mesma comunidade internacional quer controlar a informação na África. A proposta para novas dietrizes midiaticas, estabelecendo deveres dos jornalistas , assim como 106 bolsas que a união africana pretende oferecer aos jovens jornalistas para torná-los verdadeiros ‘’profissionais’’, ou, em outras palavras, torná-los propagandistas. Daí a uma censura declarada e consentida a nível internacional é um passo. Infelizmente , isso tudo esta sendo feito em nome da liberdade de imprensa.
Também é de se temer o fato de que os idealistas da diáspora africana não se deram conta de que estão sendo usados e sendo facilmente manipulados como empregados das instituições que promovem a mundialização. Delegando-lhes algumas funções subalternas em qualquer instituição nacional ou internacional , esmola concedida à suas organizações , ou homenageando-os na mídia oficial. Tudo isso será suficiente para dar inicio às colaborações , precisamente com os poderosos que impedem o desenvolvimento da África. Mas a esmola e a homenagem virão juntos com a vergonha que cobrirá, cedo ou tarde, todos os beneficiários. É possível que os membros da diáspora africana no Ocidente se oponham. Informar sobre a África não é uma questão de imagens , mas de problemas que se agravam, e são insolúveis dentro da atual ordem mundial. É isso que deve ser dito. E encorajar a opinião publica a se engajar em favor de uma ordem social mais justa e de uma sociedade mais humana . A diáspora terá a força e a coragem para tanto?
SOBRE O AUTOR
Vladislav Marjanovic( Budapeste , 1946), jornalista da estação da radio independente ‘’radio Afrika internacional a partir de 2000 .Assistente no instituto de historia contemporânea de Belgrado de 1947 a 1981 , obteve o doutorado em historia em 1978 com a tese ‘’a Iugoslávia , a sociedade das nações e a idéia de paz,1925-1929. Morando na Áustria a partir de 1981 , foi correspondente da seção servo-croata da radio France Internationale de 1987 a 1995. prosseguiu suas pesquisas históricas sobre a Europa central , publicando ‘’a idéia da Europa central e a política centro-europeia da áustria 1945-1995), Peter lang ed, 1998, bem como vários artigos e contribuições em simpósios científicos.
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=5991&lg=fr( em francês)
http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=5895&lg=de( em alemão)
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